Marisa Monte->Vilarejo

sexta-feira, 9 de março de 2012

Entenda o motivo dos ataques à Rui Smith por pseudo-jornalistas de Gilvam Borges

Prefeito Roberto Góes dá tiro no pé ao obstaculizar obras da Caesa

Por Nezimar Borges

O trabalho que o ex-deputado Rui Smith vem realizando na Companhia de Água e Esgoto do Amapá, Caesa, está se destacando notavelmente na sociedade macapaense, a mesma que nos últimos anos sofreu com resignação ao acompanhar o descaso do poder público diante da inoperância desta atividade imprescindível para a sociedade, principalmente no que diz respeito ao abastecimento de água potável. O trabalho do atual presidente da Caesa, além de gerar satisfação em quem já havia perdido a esperança de ligar a torneira e ver uma gota d’água, também anda tirando a paz da oposição. Que o diga o prefeito, responsável pelo embargo das obras da Caesa nas ruas dos bairros pobres da cidade. Decisão mais do que justificada, pois sendo este um ano eleitoral e sendo Rui Smith um dos nomes do Partido Socialista Brasileiro que poderá participar do pleito como candidato do PSB nas próximas eleições, o prefeito tem mais com o que se preocupar, pois com a água na torneira, ele é que pode entrar pelo cano. Leia +

Governo do Amapá: Concurso da saúde 2012

GEA lança Edital do Concurso Público para a Secretaria de Saúde

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, lançou nesta quinta-feira, 8, no Palácio do Setentrião, o Edital para o Concurso Público da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O pleito será realizado em abril de 2012 e ofertará um total de 1.593 vagas para o quadro efetivo da secretaria. Deste número, serão disponibilizadas 790 para o nível superior e 803 para o nível médio.

Confira outras fotos: aqui.Os salários dos aprovados no concurso serão de R$ 1.747,48 a R$ 6.112, 98. O processo seletivo tem o objetivo de atender a demanda de profissionais específicos da Saúde no Estado. As inscrições para o pleito serão realizadas no período de 19 de março a 16 de abril de 2012. A previsão é que as provas ocorram no dia 10 de junho deste ano. O Edital está disponível no endereço:
http://download.universa.org.br/upload/1/2012030814483254.pdf.

Conforme o titular da Sesa, Lineu Facundes, os concursados serão distribuídos nos municípios de Macapá, Santana, Calçoene, Laranjal do Jari, Amapá, Pracuúba, Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Ferreira Gomes, Porto Grande, Cutias do Araguari, Itaubal do Piririm, Mazagão e Vitória do Jari.

O secretário disse ainda que o concurso público será para o provimento de vagas para Médico, Odontólogo, Assistente Social, Terapeuta Ocupacional, Enfermeiro, Farmacêutico, Fonoaudiólogo, Nutricionista, Fisioterapeuta, Psicólogo Clínico, Biólogo, Farmacêutico Bioquímico, Biomédico, Tecnólogo em Radiologia e Médico Veterinário.

O pleito também contempla profissionais das áreas: Fiscal de Vigilância Sanitária, Rádio Operador de Central de Regulação Médica, Técnico em Enfermagem, Técnico em Prótese Dentária, Técnico em Higiene Dental, Técnico em Nutrição, Telefonista, Auxiliar de Regulamentação Médico, Condutor de Veículos de Urgência Terrestre, Condutor de Veículos de Urgência Marítimo, Técnico em Laboratório, Técnico em Radiologia, Técnico em Segurança do Trabalho e Técnico em Patologia.

Segundo a secretária de Estado da Administração (Sead), Luiza Cearense, a instituição responsável pelo pleito é a Fundação Universa, vinculada a Universidade Católica de Brasília (UCB) e que presta este serviço em todo país.
"A Fundação Universa foi contratada pelo Estado para realizar o concurso público. Este processo seletivo era aguardado há muito tempo. Com o pleito, iremos suprir a demanda que, atualmente, é preenchida pelos contratos administrativos. Trabalharemos para lançar, ainda em 2012, outro edital para profissionais auxiliares da Sesa", destacou Luiza Cearense.

De acordo com o governador, o concurso atenderá a demanda de profissionais da Saúde no Amapá e faz parte da organização institucional do Executivo. Segundo ele, a realização de pleitos para o quadro efetivo é fundamental para dar suporte aos órgãos estaduais e o novo modelo de gestão do governo.

Camilo Capiberibe ressaltou que é preciso atender a toda a demanda existente no Estado, que hoje é suprida por contratos administrativos e que o governo dará estrutura para os concursados executarem atendimentos dignos para o povo amapaense. Ele afirmou que, para tal, a equipe da Sesa está empenhada na modernização de toda a rede de Saúde no Estado.

"Este concurso irá suprir as vagas que são ocupadas por trabalhadores temporários. Iremos substituir os profissionais do contrato administrativo por servidores do quadro efetivo do Estado. A efetividade garantirá mais segurança para nossa saúde pública", avaliou Camilo Capiberibe.

"Nosso desafio não é somente realizar o processo seletivo, mas também garantir que o trabalhador concursado vai ter condições de desenvolver suas atividades. Para isso, estamos modernizando a infraestrutura da Saúde no Estado, para que estes servidores atendam a nossa população com dignidade", completou o governador.
Elton Tavares/Secom

Pseudo jornalisas de Gilvam Borges são desmascarados ao vivo

Jornalismo de esgoto é isso aí

As incoerências da Assembléia Legislativa do Amapá

Por Nezimar Borges(*)

Ações do presente devem ser relacionadas com o pretérito para, por fim, vislumbrar um futuro promissor. Entretanto, ao pensar no que ocorreu com o Estado do Amapá nesses últimos anos, torna-se necessário analisar a situação por que passa neste momento; doravante, diante de uma campanha da Assembléia Legislativa para enquadrá-lo, prostrá-lo diante da vontade de parlamentares nada compromissados com a causa pública e, por causa disso, tentam a todo modo inviabilizar e desestabilizar o governo socialista. Mas por que isso acontece agora e não foi possível nos oito anos de descalabro do governo de Waldez Góes?

O que aconteceu com a Assembléia do Distrito Federal no escândalo Arruda ou com a Assembléia Legislativa de Rondônia, talvez explique as idiossincrasias, no que tange ao fisiologismo, o que realmente acontece nos bastidores da maioria das AL´s Brasil afora, inclusive na Assembléia Legislativa do Amapá.

Ou como o esquema do “mensalão” na Câmara Federal, onde deputados arredios ao compromisso com a população, chantageavam o executivo com apoio, aspas, condicionado à objetivos para lá de escusos. Assim, se submetiam pusilanimemente a tutela daquele poder em troca de apoio no parlamento. Escândalos que dão uma dimensão de como funciona o “toma lá da cá” em diversas Assembléias Legislativas. Sobre isto: será que também aconteceu com a ALAP nos anos de desgoverno de Waldez Góes?

Notabilidade interessantíssima quando se verifica as ações do parlamento tucuju durante aquele governo, que nada fez para cessar a sangria no desvio de recursos públicos. Além do mais, causa estranheza nesse momento a postura da ALAP através de CPI´s montar palcos políticos que podem vir a ser vitrines para as eleições vindoura, se ela mesma foi alvo de investigação em tempo recente. Quanta incoerência, portanto.

Uma AL comprometida com funções de fiscalizar o executivo, preservar o bem público; legislar e parlar deve vir acompanhada de responsabilidade, pois do contrário surpresas policiais acontecem. No entanto A ALAP esteve ausente na gestão anterior; distanciava-se das prerrogativas que lhe são peculiares e de plena independência como agora. Contudo, se quer entender reiteradamente o porquê nas operações da PF no Amapá, no qual levou inúmeras autoridades ao cadafalso por corrupção deslavada no executivo, a AL ficou numa inépcia inconteste.

Os que se locupletaram dessa harmonia dizem que há crise entre os poderes. Porém afirma-se peremptoriamente que não há crise institucional, pois na verdadeira democracia os poderes devem ser independente, o que não vinha acontecendo nos anos anteriores e que só agora é que há mais democracia, com a independência dos poderes restabelecida, há liberdade de expressão, há o compromisso do governo em dá transparência, então por que não se dar as mãos numa grande força tarefa pelo Amapá?

Por todos esses questionamentos pensa-se que a AL está dando tiro no pé, indo de encontro com o bonde da história, quando deveria acompanhar o executivo na moralização da política. Não se quer que ela abandone os atos de investigação, mas que o faça com responsabilidade. Se pensa em querer subjugar o executivo está lamentavelmente equivocada. Além de tudo, todos os poderes instituídos deveriam efetivamente tomar como lição pedagógica os lamentáveis acontecimentos da era da harmonia no estado.

Com a CPI da saúde que por hora se avizinha, deve vir à tona novamente o que aconteceu nos anos anteriores sobre a corrupção. Em tempo, os que hoje tumultuam o governo estiveram envolvidos em corrupção. Recorda-se da operação Antídoto da Polícia Federal, que em agosto de 2007, junto com o Ministério Público Federal decretou a prisão preventiva de vários figurões que faziam parte de uma quadrilha que desviou mais de R$ 40 milhões da saúde. É bom lembrar. Entre eles estavam José Gregório Ribeiro de Farias, chefe de gabinete da Secretaria de Estado da Saúde, na época indicado para o cargo pelo senador tapetão, Gilvam Borges; Frank Roberto Góes da Silva, sobrinho do governador Waldez Góes, aliás, todos os secretários de saúde no período de oito anos foram presos, inclusive o último, Pedro Paulo. E onde estava a AL, por que não investigou com uma CPI?

Aquela operação levou a prisão, além de ex-secretários de saúde do governo, também empresários e funcionários públicos, denunciados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, fraudes em licitação, inserção de dados falsos em sistema de informação público, lavagem de dinheiro, usura, e formação de quadrilha.

Dentre os acusados pelo Ministério Público Federal e pela Procuradoria Geral da União estava o ex-deputado do PMDB, Jurandil Juarez, que hoje é braço direito de Moises Souza na AL. E têm mais. O Procurador Geral do Estado à época, Marcos José Reategui de Souza, irmão do atual presidente da ALAP, Moises Souza, também foi denunciado pelo Ministério Público Federal.

Como se constata, há muito que investigar com a CPI da Saúde.


(*)Acadêmico de Jornalismo/UNIFAP
twitter.com/@nezimarborges

quinta-feira, 8 de março de 2012

Programa "Café com Notícias": 5 anos de sucesso

5 anos de sucesso e de credibiidade

O programa Café com Notícia está completando 5 anos. Cinco anos em que as jornalistas Márcia Corrêa e Ana Girlene revolucionáram o rádio-jornalismo amapaense, com comentários críticos inteligentes, uso eficiente das redes sociais e principalmente ética, algo que infelizmente ainda falta em muitos veículos de comunicação. Eu tenho o maior orgulho de ter sido professor das duas e ter dividido a bancada com a Girlene durante um breve período em que a Márcia estava de férias.
Além de indicar aos leitores que acompanhem o Café, eu gostaria de  fazer uma sugestão de slogan: "Inteligência no ar".(Ivan Carlo)

Mulheres de Atenas

No dias das mulheres, "Mulheres de Atenas"

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cultura: Teatro das Bacabeiras comemora 22 anos

Teatro das Bacabeiras divulga programação de seu 22º aniversário

Relembrando o sucesso da programação do ano passado, que aproveitou diversos espaços como escadaria, hall de entrada, palco principal e outras dependências para atividades de uma programação que contemplou crianças, jovens, adultos e melhor idade. Este ano, o espetáculo da maioridade continua sendo promovido pelo Teatro das Bacabeiras, no período de 6 a 10 de março, com uma vasta programação divulgada pelo governo do Estado. O aniversário de 22 anos do espaço cultural será na sexta-feira, 9.
O diretor do Teatro das Bacabeiras, Aroldo Pedrosa, justifica o motivo de ser adotado o mesmo processo de atividades do aniversário do ano passado e afirma que o Teatro das Bacabeiras é um espaço democrático e cultural.
"Toda a respeitável história do Teatro das Bacabeiras foi homenageada no espetáculo da maioridade, realizado em 2011, no momento em que se inaugurava no Amapá um tempo novo, um tempo de todos. Aos 22 anos de idade, o Teatro das Bacabeiras promove cultura, diversão e arte, movida por uma política que mantém seus espaços em constante movimento. Hoje, todo mundo vai ao Teatro, porque temos um espaço democrático, que alimenta o espírito, diverte e ensina", enfatiza Aroldo.
Ele ressalta ainda que todas as apresentações realizadas no espaço do Teatro não terão custo alto ao público. "A entrada será de apenas um quilo de alimento não perecível para todos os eventos realizados no palco do Teatro das Bacabeiras. Na área livre haverá uma tenda com a venda desses alimentos", declarou Aroldo.
Confira a programação: clique aqui.

Chico Bruno: Direto do Meio do Mundo

Sarney apoia proposta de Camilo para a CEA

Senador José Sarney incorporou-se ao restante da bancada federal do Estado e passou a apoiar a solução que o Governo do Amapá propõe para a CEA"Eu me incluo no apoio à proposta do governo do Estado para a Companhia de Eletricidade do Amapá". Com essa afirmação o senador José Sarney incorporou-se ao restante da bancada federal do Estado e passou a apoiar a solução que o GEA propõe para a CEA. "A proposta demonstra generosidade por parte do governo do Estado", elogiou Sarney. O governador Camilo Capiberibe fez questão de destacar que a maior preocupação é preservar o patrimônio do povo do Amapá e, ao mesmo tempo, garantir o fornecimento de energia elétrica de qualidade para moradores de todo o Estado e também às empresas que investem na economia amapaense. "Energia elétrica é um dos gargalos do nosso desenvolvimento e nosso trabalho é para desatar também este nó no nosso crescimento", garantiu Camilo Capiberibe.
Todos os parlamentares fizeram questão de reafirmar o apoio à proposta do GEA e disseram que estão ao lado do governador Camilo para resolver os problemas da Companhia de Eletricidade do Amapá. O encontro demonstrou o clima de união entre o governador e todos os parlamentares em torno da solução definitiva para a CEA.

Engrenagem política descabida

ALAP quer trocar Camilo por Moisés  - Por Rup Silva

A conexão do presidente da Assembleia Moises Souza com a LMS não é novidade para nenhum órgão de investigação e fiscalização do Estado. Como não é para as Policias do Estado e Federal, para as Justiças Estadual e Federal, Ministérios Públicos Estadual e Federal, e nem para o povo em geral. Basta lembrar o escândalo que envolveu a firma e o governo do Estado na malfadada licitação de serviço de vigilância e limpeza da SEEC em 2009, quando a Amapá Serviços “perdeu” a concessão daquele serviço justo para a LSM, protegida de Moises Souza, segundo o qual estava marcada para perder a disputa.

Para atingir seus objetivos Moisés Souza, à época um simples deputado estadual, levou a fundo sua manobra contra o governo, tendo acusado, com base em vídeo e depoimento do chefe da licitação da SEEC, o pagamento de propina ao então Secretário da pasta e o Governador, amplamente divulgado na ocasião. A atitude de Souza tinha o propósito de pressionar o governo que, constrangido, acabou capitulando, alcançando os efeitos pretendidos.

Ninguém esqueceu claro. Mas parece que as instituições sim. Um fato com tamanha repercussão, que teve a intervenção de órgãos do peso da PF e MPF, jamais poderia ser esquecido. Mesmo porque está no rol dos crimes contra a administração pública incluídos na “operação mãos limpas”, com inteira razão, objeto do protesto do senador João Alberto Capiberibe na tribuna do Senado, pedindo sua conclusão para que o mal não se alastre.

O brado indignado do socialista contrastava com o silêncio do senador Randolfe Rodrigues, que na tribuna, corpo presente, novamente mostrava sua opção preferencial por esses grupos que querem a todo custo continuar mandando e se apropriando dos recursos públicos, estimulados pela impunidade. Óbvio que não exijo de Sarney , e bem que poderia, cujo sentimento de descaso ao Amapá é conhecido, maior ainda quando os Capiberibe estão no poder.

Enquanto a impunidade estimula a consolidação de um estado crônico de corrupção, prosperem nas cortes judicantes invencionices criadas para chantagear pessoas honestas, funcionários públicos e autoridades que recusam fazer o jogo da corrupção, artifício daqueles que querem continuar no poder e ter acesso irrestrito aos cofres públicos. Daí que cidadãos honestos, respeitáveis e trabalhadores tem sua honra lesada quando são chamados a se explicar e mesmo que o façam , estão sujeitos a condenação para proteger o sistema marginal estabelecido.

Todo mundo sabe que as CPIs são constitucionais e fazem parte da atividade legislativa. No entanto é preciso que tenham legitimidade e sejam instaladas em nome do interesse público. Caso contrário, como as inventadas na ALAP, assumem caráter de usurpação de poder ou de golpe de Estado com todo o seu cortejo de ilegalidade, violência constitucional e autoritarismo, descabidos numa sociedade que recobrou sua plenitude democrática pelo sacrifício de muitos brasileiros, banidos pela ditadura militar.

As Comissões Parlamentares de Inquérito, portanto, não podem acontecer por interesses privativos de ninguém nem se transformar numa ferramenta de chantagem e coação para fazer prevalecer desejos subalternos e pessoais, como parece indicar que seja a razão que motiva ALAP de Moises Souza contra o governo. Todo mundo sabe que sua fonte de inspiração é a licitação do serviço de vigilância e limpeza da SEEC que o governo, inteligentemente, quer dividir entre várias firmas do setor, para evitar a concentração dos recursos [ 43 milhões anuais] em poder de uma firma, que aumenta seu poder de coação e suborno estabelecendo relação promiscua entre as partes.

Esta questão é de pleno domínio público visto que Souza sequer guarda reserva sobre suas verdadeiras intenções. Como seu aliado Gilvan, que se apoderou de um mandato [quase dois] do Senador Capiberibe, não nega que seu objetivo é defenestrar Camilo Capiberibe do governo por impeachment, baseado em fatos inverossímeis, para apoderar-se do comando do governo, pois é o primeiro na linha sucessória de Camilo Capiberibe.

É bom ficar atento e forte, sem temer a morte, como diria o poeta Caetano. Pois cavalo não sobe escada, segundo Ibrahim Sued e jabuti não sobe em arvores do folclore politico mineiro. Em tempos de trevas, que hoje domina a política do Amapá, cujas ambições pessoais, o ranço, o ódio, a falta de princípios éticos e morais se colocam acima dos interesses do Estado e do seu povo, tudo pode acontecer.

Corrijo: já vem acontecendo. Esse senhor, apoiado pelos evangélicos, produziu episódios que conflitam com a boa fé de sua religião. É o caso do golpe da sua eleição a Presidência da ALAP, uma aberração jurídica, pois pela primeira vez na historia do parlamento brasileiro a minoria [minoria mesmo!] ganhou da maioria uma eleição, que aconteceu com a anuência do judiciário [alguns de seus membros] que considerou pertinente mantê-lo no cargo apesar de tudo.

A votação do orçamento público foi outra excrescência. Com o apoio de outros poderes pressionou e ameaçou o Governo para obter percentuais irreais e absurdos do orçamento previsto para o exercício, na funesta discussão da LDO, que o governo perde sempre, porque embora seja uma questão que afeta a vida de cada habitante desse Estado, nenhuma força viva se alia ao governo para defendê-lo. Já tinha sido assim no governo do pai.

Calam senadores, deputados federais, partidos políticos, sindicatos, associações profissionais, organizações da sociedade civil [que só se mobilizam para fazer festa], igreja católica, evangélicos, nem o povo humilde, esse incapaz de alcançar o significado de tamanha tragédia.

Não bastasse se recusam prestar conta da aplicação desse dinheiro dando-lhe a transparência legal, a maior parte dele gasto com as tais verbas indenizatórias [as maiores do Brasil], diárias graciosas, getons, propinas e outras mazelas da burocracia chapa branca. Sob seu comando [ou respondendo a algum] acontece a obstinada aliança dos grupos políticos que conspiram contra o governo atual, como Gilvan e órgãos da imprensa ; agora sua última foi prorrogar seu mandato de presidente da ALAP de forma extemporânea, na crença que precisa desse tempo para, caso tenha êxito na sua ignóbil manobra de afastar Camilo, completar seu mandato.

Mas para terminar esse exercício de futurologia, quero dizer ser essa uma praxe que sobrevive porque conta com apoio explicito de alguns poderes. Nem todos é verdade. E nem queremos atribuir essa prática a “genialidade” do presidente da ALAP, pois sabemos não ser. Historicamente frutificou nos primórdio do Estado, com a anuência do Executivo, cujos expoentes, segundo o anais da crônica politica e por que não dizer policial, foram Miranda, Fran, Barreto, Amanajas e agora, como herdeiro exemplar, o deputado Souza.

O Amapá, nesse momento, precisa criar dois institutos que considero da maior relevância. Um que trate de questionar a impunidade dos crimes de colarinho branco. Uma Comissão Contra a Impunidade, que denunciaria e acompanharia diligentemente seu processo nos tortuosos caminhos [ou descaminhos?] de sua trajetória e julgamento final. O outro, a semelhança do nacional, uma Comissão da Verdade, para dar nome e abolir de vez o medo de se encarar aqueles que infelicitam o Estado pela prática da gestão fraudulenta dos seus recursos.

Por que hoje o que mais impressiona é que essa gente imagina que o Amapá é uma terra de ninguém, sem Lei. Agem com a prepotência e arrogância dos Reis absolutistas da idade média, que impunham sua vontade pela força, pela truculência em nome de interesses pessoais e dos clãs que representavam. A hora de eliminarmos essa horda de malfeitores é essa.

Temos uma ligeira vantagem, a escora que nos oferece um governo honesto sim, senhor, que tirou o Estado do fundo do poço a que foi metido, e que vem trabalhando, apesar da “onda”, com o apoio total do seu partido (PSB) – o PT não se une por causa dos sarneysistas, com a determinação de tornar o Amapá um Estado decente e digno de se viver. Não custa dar uma força…. Gente de boa cepa, democratas, uni-vos!

Senador cobra punição para envolvidos em corrupçao

Senador Capiberibe cobra finalização da "Operação Mãos Limpas"

Devios no Amapá foi duas vezes maior do que orçamento da PMM durante 2003-2010

Dinheiro desviado no Amapá é duas vezes o orçamento da prefeitura da capital para 2012

Estimativa foi feita com base em operações deflagradas pela Superintendência da Polícia Federal no Amapá entre 2003 a 2010

Levantamento exclusivo realizado pelo jornal Folha do Estado com base nas estimativas de desvio dos recursos públicos realizadas durante as operações da Polícia Federal no Amapá, entre 2003 a 2010, revela que o rombo nos cofres públicos equivale a duas vezes o orçamento da Prefeitura de Macapá, previsto para o exercício de 2012. O orçamento da capital, já aprovado pela Câmara de Vereadores, está fixado em R$ 502 milhões bem abaixo, portanto, do R$ 1 bilhão abocanhado somente pelo esquema de corrupção investigado na Operação Mãos Limpas. Porém, quando incluídos os R$ 103 milhões desviados no esquema investigado no decorrer da operação Pororoca e mais R$ 40 milhões da operação Antídoto, a cifra chega a quase R$ 1,2 bilhão. Não estão incluídos aí o valor do desvio investigado pelas operações Exérese, Sanguessuga e Alecto.

A primeira grande operação aconteceu em 2004, segundo ano de mandato do ex-governador Waldez Góes (PDT). Em novembro daquele ano, portanto logo após as eleições municipais, a PF realizou a operação Pororoca  quando 32 pessoas foram presas no Amapá, Minas Gerais, Pará e Distrito Federal, incluindo servidores públicos, acusadas de participar de uma quadrilha que fraudava licitações. Entre os presos estavam o então prefeito reeleito de Macapá, João Henrique Pimentel, o prefeito de Santana Rosemiro Rocha,  o ex-secretário de saúde do Estado Sebastião Rocha (PDT) e o então suplente de senador paraense Fernando de Souza Flexa Ribeiro. Os presos eram acusados  de fraudar licitações de pelo menos 17 grandes obras públicas no Amapá.

Polícia Federal notifica Gilvam Borges

Agentes da PF notificam Gilvam Borges na sede do "Governo Paralelo"

Agentes da Polícia Federal se dirigiram até ao prédio que foi denominado por Gilvam Borges como sede do Governo Paralelo. Durante a ação o ex-senador foi notificado a comparecer e deverá prestar depoimento na superintêndencia da PF em Macapá. Informações levantadas pelo blog dão conta que Gilvam Borges está sendo intimado a prestar esclarecimentos sobre fatos acontecidos em 2008.

Foi nesse período que o MPF detectou irregularidades e desvios de recursos públicos da Funasa, que na época era dirigida pelo PMDB.Uma matéria da revista Época apontou que a campanha do PMDB de Santana teria sido beneficiada com recursos desviados da Funasa. O dinheiro deveria ser destinado para o tratamento da saúde indígena em diversas regiões do Amapá.(Fonte: Heversom Castro)

Paulo Silva sofre ameaça de Luciano Marba

Jornalista Paulo Silva torna pública ameaça de Luciano Marba

7/Março/2012

- Bom eu quero tornar público aqui uma situação. Ela de repente pode até parecer pessoal, mas tem a ver com a minha profissão. Por conta de uma nota que eu publiquei na coluna que assino no Jornal Folha do Amapá, um jornal semanal eu recebi no sábado, 03, depois do meio dia e pouco, um telefonema do empresário LUCIANO MARBA SILVA, da LMS. Eu não atendi a chamada dele porque uso o meu telefone no silencioso, eu estava no supermercado Santa Lúcia lá no Trem. E depois ao entrar no meu carro pra sair eu vi a ligação, retornei a ligação. E ele reclamou da nota e de repente entendi que ele estava me ameaçando “Vou atrás de ti, vou te pegar. Vou tornar público gravação tua” e eu disse a ele que ele pode tornar público, que ele pode colocar no Youtube, no Facebook, aonde ele quiser. Colocar em programa de televisão que ele possa comprar, se ele tiver, alguma gravação minha que possa ser comprometedora, porque eu nunca pedi nada a ele nem ele pediu alguma coisa de mim. A relação que eu tenho com ele é uma relação profissional. É tão profissional que eu já disse aqui neste microfone que ele ganhou a licitação de forma legal, na Secretaria da Educação. Se os contratos vem sendo prorrogados de forma ilegal já é uma outra história, a questão judicial está aí para o Judiciário julgar. Já disse aqui que ele ganhou na mesa, da licitação porque naquele momento a ordem era dar para o seu MONTENEGRO continuar, e ele foi lá e ganhou. Agora fazer ameaça não adianta porque eu não tenho medo de ameaça, eu tenho respeito e não quero que ninguém tenha medo de mim porque eu tenho um microfone pra falar ou um jornal para escrever, mas também eu não vou ter medo de ninguém porque é autoridade, porque pode ser o que for. Eu vou tratar com respeito e também exijo respeito. E por conta disso eu to tornando público, porque no domingo, e eu não quero fazer nenhuma relação, mas é uma coisa suspeita, no domingo à noite pessoas da minha família precisaram sair de casa para ir até o Pronto Socorro por um problema de saúde, e na saída, a casa que eu moro fica nos fundos do quintal, o quintal é muito amplo a frente, e na saída depararam com um carro em atitude suspeita, eu até achei ruim porque as pessoas da minha família não anotaram a placa do carro, mas era um Fiat prateado com dois homens dentro, em atitude suspeita na frente da casa que eu moro, no bairro Alvorada. Quando abrir o portão, que o pessoal saiu no meu carro, eles ligaram o motor e saíram, no carro. Infelizmente o pessoal que saiu no carro não anotou a placa, mas a atitude era suspeita e coisa que até então não havia acontecido. Ao sair daqui hoje eu vou registrar um boletim de ocorrência, porque medo não, mas a preocupação sim, que a gente não sabe do que esse pessoal é capaz, ou sabe do que esse pessoal é capaz. E, tem mais uma notícia aqui, e eu não estou dizendo que o seu LUCIANO colocou o carro na porta da minha casa, para bisbilhotar, mas que dá pra desconfiar dá porque até então não havia acontecido isso. Depois da discussão que tivemos, ele me soltou uma pornografia e eu também soltei outra e os telefones foram desligados. Depois eu voltei a ligar pra ele porque eu queria continuar, e ele não atendeu. Aí eu mandei à ele a seguinte mensagem, e ele recebeu, mas não me deu o retorno. Mandei a ele a seguinte mensagem perguntando ao seu LUCIANO MARBA qual a mentira, pra ele me dizer qual a mentira que tem ali na nota. Aí eu prossigo “Se você quer ter relação respeitosa comigo, tudo bem. Mas assim como deve ser com você, não tenho medo de ameaças e nem de gravações”. Fui na sua empresa uma vez, à seu pedido e do SILAS ASSIS, quando eu trabalhava no jornal A Gazeta para reparo de uma nota publicada no jornal A Gazeta. O SILAS tava em São Paulo ou em Brasília, me ligou e pediu que eu fosse lá, e eu fui. De lá conversei com o seu MARBA, não pedi nada, ele não me deu nada também não me pediu nada, a não ser uma correção da nota que foi corrigida na edição seguinte. E digo à ele, que se tiver algo que me comprometa que pode tornar público onde bem entender. Eu vou continuar dando notícias sejam à favor ou contra você. Notícia é notícia. Quando sai notícia positiva você nunca liga para agradecer, mas acha que pode controlar todo mundo. Respeito, sim, medo, não, disponho.

PAULO SILVA

terça-feira, 6 de março de 2012

PSOL articula alianças

PSOL Amapá dá mais um passo na consolidação de alianças para 2012

Da assessoria do senador Randolfe Rodrigues
Na manhã de ontem (5), o senador Randolfe Rodrigues e o vereador Clécio Luís, do PSOL/AP, participaram de café-da-manhã no Ibis Hotel, com os vereadores Nelson Souza (PCB) e Adriana Ramos (PTC) e Allan Sales, presidente do PPS, avançando nas conversações para consolidar aliança em 2012. Nelson Souza e Adriana Ramos estão na base da construção em torno do nome de Clécio para a prefeitura de Macapá. Alan Salles é pré-candidato de seu partido, com o nome à disposição para o diálogo.

O PSOL tem como definição a candidatura majoritária na capital em 2012. Nesse sentido, apontou como pré-candidato em seu último Congresso o vereador Clécio Luís. Nelson Souza afirma a afinidade programática de seu partido com a candidatura do PSOL e diz que será candidato à reeleição para a Câmara. Do mesmo modo, Adriana Ramos defende apoio a Clécio e será candidata à reeleição. A vereadora afirma também que seu partido pretende eleger 10 vereadores no estado e chegar à prefeitura de Itaubal.

O PPS apresenta como pré-candidato a pefeito o nome de Allan Sales e vem dialogando com o PSOL no sentido de ter uma definição entre os dois nomes até abril. Os participantes da reunião saíram otimistas com mais uma rodada de conversa marcada para depois da Páscoa. Até lá as lideranças dialogarão com suas bases e com as direções nacionais dos partidos. “Nosso pacto é pela cidade, e isso faz toda diferença”, diz Clécio Luís.

Para o senador Randolfe, a cidade precisa de uma gestão que valorize todo o seu potencial de capital do meio do mundo, com serviços públicos eficazes, participação popular e obras definitivas de urbanização e acessibilidade. “Vamos construir uma alternativa de qualidade para Macapá”, afirma o senador.

Código Florestal: Deputada repudia redução de APPs no Amapá

Deputada Janete repudia redução de APPs e anistias a quem violou o Código Florestal


Relator recebeu ofício do governador do Amapá pedindo retirada de parágrafo que permitiria suprimir 270 mil hectares de reservas legais no estado. Mais: relator disse que uma comitiva de Roraima pediu para manter parágrafo que pode prejudicar o Amapá com a supressão das reservas legais nas propriedades rurais da Amazônia
   A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) entregou nesta segunda, 5, às 17h30min, ao relator do substitutivo do Código Florestal (PL 1876/99), deputado Paulo Piau (PMDB/MG), o documento do Governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe, que pede a supressão do parágrafo 5º do artigo 13 do texto aprovado pelo Senado Federal. Se for aprovada a permissão para a redução da reserva legal nos estados da Amazônia que tenham mais de 65% do seu território como áreas de proteção e terras indígenas, o Amapá poderá perder 270 mil hectares de reservas legais. Todos os deputados e senadores do Amapá também se manifestaram contra a permissividade em reunião e ofício entregue ao relator.
Paulo Piau afirmou à deputada Janete que foi procurado por uma comitiva de Roraima pedindo a manutenção do parágrafo que facilita a redução das reservas legais, mas não disse qual será o teor do seu relatório. A emenda, no Senado, foi proposta pelo senador Romero Jucá (PMDB/RR).
VetoA deputada socialista defenderá, nesta terça, 6, em reunião da Frente Parlamentar Ambientalista, que os deputados contrários às mudanças no Código Florestal façam uma declaração de voto, pedindo à presidenta Dilma Rousseff  que vete as anistias e a redução de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e reservas legais, e retirem-se de sessão para não legitimar uma votação para a qual não tem alternativa de voto.
A votação do substitutivo ao projeto de lei do novo Código Florestal está prevista para acontecer nesta terça. Os deputados deverão escolher entre o texto já aprovado pela Câmara em maio do ano passado, o texto aprovado pelo Senado ou uma junção dos dois. A deputada Janete não estava na Câmara em maio passado, quando as alterações no Código Florestal foram aprovadas e discorda dos textos aprovados pela Câmara e pelo Senado.
Anistia – A deputada Janete afirmou discordar das alterações no Código Florestal, especialmente quando trata da anistia aos que cometeram crimes ambientais pelo Código vigente, da redução das Áreas de Preservação Permanente e da redução da reserva legal nos estados da Amazônia. A Amazônia poderá perder até 60% das áreas de preservação ambiental se o projeto for aprovado.
O professor Eli Veiga, da Universidade de São Paulo, mediu a extensão da apropriação ilegal de terras se o Código Florestal for revogado. Segundo ele, criadores de gado deixarão de devolver 44 milhões de hectares às Áreas e Preservação Permanente.
Pressa – Em discurso na tribuna da Câmara, a deputada disse que “é falso o argumento que o substitutivo beneficiaria os pequenos agricultores. A Comissão Pastoral da Terra (CPT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (FETRAF), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manifestaram-se contra essa mentira sem que lhes fosse dada atenção”.
Para a socialista, a alteração no Código Florestal está sendo votada com muita pressa, sem a discussão necessária com as entidades científicas, cujas contribuições, segundo ela, foram ignoradas desde o primeiro texto aprovado pela Câmara. Ela defendeu o Código Ambiental em vigor “que serve de modelo para o que outras nações desenvolvidas almejam para reverter o esgotamento do seu meio ambiente e as causas do aquecimento global”.
Agronegócio – Segundo ela, é possível produzir alimentos e desenvolver as diversas regiões do país sem mudar o Código Florestal. “É desnecessário avançar sobre florestas ou áreas de preservação para manter esse desempenho. Há um estoque de 51 milhões de hectares degradados que, recuperados, quase dobrariam a área cultivada”.
“Foi sob a vigência do Código Florestal em vigor e do investimento público em pesquisas, novas tecnologias e financiamentos diretos que nos tornamos o 2º maior exportador mundial de alimentos em menos de 40 anos”, completou.
Janete Capiberibe foi além e defendeu investimentos maciços em pesquisa e tecnologia para que a exploração floresta em pé seja tão ou mais lucrativa que sua derrubada e a substituição por lavouras e pastagens.
Sustentabilidade - “O agronegócio recebeu um volume fabuloso de investimento público na década de 70 do século passado. Por que não fazer o mesmo para a economia das cadeias produtivas da floresta? A geração e a distribuição de renda na Amazônia são perfeitamente possíveis pela exploração sustentável da floresta para a produção de fitofármacos, os produtos de beleza que a NATURA e o BOTICÁRIO produzem, por exemplo; os preservativos produzidos no Acre com o látex extraído localmente, os alimentos in natura ou processados, como a castanha, o óleo de mesa da castanha e o açaí, que é uma febre mundial. São exemplos de como o uso sustentável da floresta gera riqueza, sem destruição do meio ambiente, das populações e das culturas locais”, afirmou.
O discurso na íntegra pode ser lido em http://janete.capiberibe.net/2012/03/05/presidenta-salve-a-biodiversidade/

Em curso a sexta extinção em massa de seres vivos!

Como enfrentar a sexta extinção em massa

“Até agora, todas as extinções eram ocasionadas pelas forças do próprio universo e da Terra. A sexta está sendo acelerada pelo próprio ser humano”

Referimo-nos anteriormente ao fato de o ser humano, nos últimos tempos, ter inaugurado uma nova era geológica – o antropoceno – era em que ele comparece como a grande ameaça à biosfera e como o eventual exterminador de sua própria civilização. Há muito que biólogos e cosmólogos estão advertindo a humanidade de que o nível de nossa agressiva intervenção nos processos naturais está acelerando enormemente a sexta extinção em massa de espécies de seres vivos. Ela já está em curso há alguns milhares de anos. Essas extinções, misteriosamente, pertencem ao processo cosmogênico da Terra. Nos últimos 540 milhões de anos, ela conheceu cinco grandes extinções em massa, praticamente uma em cada cem milhões de anos, exterminando grande parte da vida no mar e na terra. A última ocorreu há 65 milhões de anos quando foram dizimados os dinossauros, entre outros.

Até agora, todas as extinções eram ocasionadas pelas forças do próprio universo e da Terra, a exemplo da queda de meteoros rasantes ou de convulsões climáticas. A sexta está sendo acelerada pelo próprio ser humano. Sem a presença dele, uma espécie desaparecia a cada cinco anos. Agora, por causa de nossa agressividade industrialista e consumista, multiplicamos a extinção em cem mil vezes, diz-nos o cosmólogo Brian Swimme em entrevista recente no Enlighten Next Magazin, n.19. Os dados são estarrecedores: Paul Ehrlich, professor de ecologia em Standford calcula em 250.000 espécies exterminadas por ano, enquanto Edward O. Wilson de Harvard dá números mais baixos, entre 27.000 e 100.000 espécies por ano (R. Barbault, Ecologia geral 2011, p.318).

O ecólogo E. Goldsmith da Universidade da Georgia afirma que a humanidade ao tornar o mundo cada vez mais empobrecido, degradado e menos capaz de sustentar a vida, tem revertido em três milhões de anos o processo da evolução. O pior é que não nos damos conta dessa prática devastadora nem estamos preparados para avaliar o que significa uma extinção em massa. Ela significa simplesmente a destruição das bases ecológicas da vida na Terra e a eventual interrupção de nosso ensaio civilizatório e quiçá até de nossa própria espécie. Thomas Berry, o pai da ecologia americana, escreveu: “Nossas tradições éticas sabem lidar com o suicídio, o homicídio e mesmo com o genocídio, mas não sabem lidar com o biocídio e o geocídio”(Our Way into the Future, 1990 p.104).

Podemos desacelerar a sexta extinção em massa, já que somos seus principais causadores? Podemos e devemos. Um bom sinal é que estamos despertando a consciência de nossas origens há 13,7 bilhões de anos e de nossa responsabilidade pelo futuro da vida. É o universo que suscita tudo isso em nós porque está a nosso favor e não contra nós. Mas ele pede a nossa cooperação já que somos os maiores causadores de tantos danos. Agora é a hora de despertar enquanto há tempo.

O primeiro que importa fazer é renovar o pacto natural entre Terra e Humanidade. A Terra nos dá tudo o que precisamos. No pacto, a nossa retribuição deve ser o cuidado e o respeito pelos limites da Terra. Mas, ingratos, lhe devolvemos com chutes, facadas, bombas e práticas ecocidas e biocidas.

O segundo é reforçar a reciprocidade ou a mutualidade: buscar aquela relação pela qual entramos em sintonia com os dinamismos dos ecossistemas, usando-os racionalmente, devolvendo-lhes a vitalidade e garantindo-lhes sustentabilidade. Para isso necessitamos nos reinventar como espécie que se preocupa com as demais espécies e aprende a conviver com toda a comunidade de vida. Devemos ser mais cooperativos que competitivos, ter mais cuidado que vontade de submeter e reconhecer e respeitar o valor intrínseco de cada ser.

O terceiro é viver a compaixão não só entre os humanos, mas para com todos os seres, compaixão como forma de amor e cuidado. A partir de agora eles dependem de nós se vão continuar a viver ou se serão condenados a desaparecer. Precisamos deixar para trás o paradigma de dominação que reforça a extinção em massa e viver aquele do cuidado e do respeito que preserva e prolonga a vida. No meio do antropoceno, urge inaugurar a era ecozóica que coloca o ecológico no centro. Só assim há esperança de salvar nossa civilização e de permitir a continuidade de nosso planeta vivo.
Atualizada em: 05/03/2012 ás 10:42

sábado, 3 de março de 2012

Os Últimos Soldados da Guerra Fria

Sobre "Os Últimos Soldados da Guerra Fria" e sobre porque eu torço por Cuba


Por Rita de Cássia de Araújo Almeida em seu blog

Os Últimos Soldados da Guerra Fria de Fernando Morais é um livro extraordinário. Caso não soubéssemos que tudo que está sendo contado nele é fruto de anos de trabalho de campo feito pelo autor, poderíamos considerá-lo apenas um excelente romance de espionagem. Entretanto, não se trata de uma ficção. A intenção do autor é retratar (partindo de evidências, registros, documentos, notícias de jornal e relatos dos próprios personagens) o cenário político mundial no final da Guerra Fria, tendo Cuba e Estados Unidos como protagonistas, o que torna a obra ainda mais cativante.

Conta a história que, após a queda da União Soviética, Cuba se dedicou a estimular o turismo, numa tentativa de minorar a crise econômica que se agravava na ilha, já que aquele país era seu principal parceiro comercial. Durante esse período, grupos anticastristas radicais da Flórida aproveitaram para promover atentados terroristas a Cuba com a clara intenção de assustar os turistas enfraquecer o Governo de Fidel Castro. Em cinco anos foram 127 ataques e apesar das dezenas de reclamações oficiais enviados por Cuba ao Governo Americano, nenhuma medida foi tomada para reprimi-los. Fidel chega a enviar uma carta a Bill Clinton, então presidente, denunciando organizações de extrema direita que funcionavam em território americano, tendo como pombo-correio ninguém menos que Gabriel Garcia Marques. Nesta carta Fidel faz praticamente uma profecia. Ao pedir que Clinton se empenhe em abortar as ações terroristas que estão sendo maquinadas em território americano, Fidel defende que se medidas não forem tomadas, “em breve qualquer país do mundo poderá ser vítima de tais atos”. Anos mais tarde, como sabemos, os Estados Unidos seriam a vítima de atentados terroristas.

Sem o apoio dos EUA e das organizações internacionais, Cuba decide tomar providências por si e cria a Rede Vespa: um grupo seleto de doze homens e duas mulheres que recebem a missão de se infiltrarem em algumas das 41 organizações terroristas de extrema direita nos EUA, a fim de colherem informações que pudessem antecipar possíveis ataques. O livro conta, justamente, a incrível história desses “soldados” enviados por Fidel aos EUA, todos travestidos de desertores do regime cubano.

O livro de Morais nos provoca inúmeras emoções, sendo que algumas delas atingirão com mais força a nós, militantes ou partidários de esquerda. E o maior mérito do livro é contar a história das relações entre EUA e Cuba de uma outra perspectiva, diferente da americana que a grande maioria acredita ser a única versão, apenas por ser considerada a versão oficial. Terminada a leitura, mesmo os menos críticos ou pouco entendedores de política internacional, vão compreender melhor os motivos de algumas conduções do Governo Cubano, e o bloqueio americano a Cuba lhes soará ainda mais insano e cruel.

O livro também lança luz sobre uma questão que intriga a muitos de nós: porque essa pobre e minúscula ilha do caribe, sem nenhum poder no cenário político internacional incomoda tanto o poderoso EUA? E que ninguém venha me dizer que o interesse americano é pela “defesa da democracia”. Todos sabemos que esse mesmo governo defendeu e sustentou, durante muito tempo, a ditadura cruel de Fulgêncio Batista na ilha caribenha, assim como fez por outras ditaduras pelo mundo.

Depois de ler Os Últimos Soldados da Guerra Fria, meu respeito por Cuba e pela Revolução Cubana aumentou ainda mais. A despeito de todos os erros que o Governo Cubano possa ter cometido, não podemos deixar de respeitar um país minúsculo, pobre e desprovido de poder político no cenário mundial que, mesmo com toda a pressão e perseguição sofrida e vítima de um bloqueio econômico de meio século, tem conseguido manter índices de desenvolvimento humano de fazer inveja a qualquer país do mundo. Pra quem não sabe: Cuba tem uma taxa de alfabetização de 99,8% (a maior do mundo segundo as Nações Unidas), uma taxa de mortalidade infantil de um para cada 5.000.000 nascidos (inferior a do EUA) e uma expectativa de vida média de 78 anos (maior que a dos EUA). 98% dos cubanos recebem energia elétrica e tem acesso a água potável e saneamento básico, e o acesso à saúde e a educação é universalizado e gratuito. Não fosse a medição do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) levar em conta o PIB per capta (e nesse caso, Cuba perde pontuação por ter um PIB baixo), Cuba estaria entre os primeiros no IDH. Ou seja, ainda tem o mérito de conseguir fazer mais que o próprio EUA, com muito, muito menos.

Depois de alguns dias necessários para digerir o impacto desse livro sobre minhas convicções o que posso dizer hoje é que eu torço imensamente por Cuba. Torço por esse país que tem se mantido como o único ponto de resistência ao capitalismo liberal, praticamente hegemônico no mundo atual. Torço pelo povo cubano que tem suportado com força e altivez meio século de embate e embargo, lutando contra um império. Torço para que Cuba continue na sua busca por melhores condições para seu povo, e que o faça como tem feito, a seu próprio modo, a partir de suas próprias convicções e ideologias e não por influência de outrem.

Marx concebia o comunismo como movimento que reage aos antagonismos do capitalismo e não como um modelo de sociedade ideal. Sendo assim, enquanto o capitalismo existir, com suas contradições e desigualdades, a “hipótese comunista”, como diz Alain Badiou, permanecerá viva. Badiou afirma ainda: “se essa hipótese tiver de ser abandonada, então não vale mais a pena fazer nada na ordem da ação coletiva. (...) Cada indivíduo pode cuidar de sua vida e não se fala mais nisso.”

É importante esclarecer que não se pode confundir a “hipótese comunista” com quaisquer atrocidades cometidas em nome do comunismo. Também, vale lembrar que inúmeras atrocidades têm sido cometidas ao longo da história em nome das mais nobres causas; em nome da paz, em nome de Deus ou Alá, em nome da democracia...a lista é longa.

Sendo assim, não existe sociedade ideal, todas, a seu modo, possuem suas virtudes e pecados. Mas a maior virtude de Cuba, a meu ver, é a de ainda se manter como esse ponto de resistência; uma “pedra no sapato” do capitalismo mundial. Cuba cumpre a missão de ainda manter acesa a hipótese de um mundo no qual somos considerados seres humanos e não apenas consumidores, onde a natureza seja vista como uma Mãe Generosa e não como matéria prima para ser moída na máquina consumista (segundo o último relatório do WWF Cuba é o único país do mundo com desenvolvimento sustentável), e no qual a noção de solidariedade não seja engolida pela sua versão pervertida: a caridade – quem tem mais (dinheiro) dá a quem tem menos (a mídia não divulga, mas, depois do terremoto que devastou o Haiti em 2008, apesar das nações mais ricas do mundo prometerem missões humanitárias monumentais, depois de alguns meses, só continuaram por lá os Médicos Sem Fronteiras e a brigada de 1.200 médicos cubanos, especializada em desastres e emergência, brigada que foi rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina e a primeira a chegar e última a sair do Paquistão, após o terremoto de 2005).

É por tudo isso que reforço aqui minha torcida por Cuba, torço para que esse minúsculo e grandioso país continue nos livrando de um mundo onde o capitalismo seja a única hipótese possível. 

Mudanças na SESA

Lineu da Silva Facundes é o novo secretário de saúde

O governador do Estado do Amapá, Camilo Capiberibe, anunciou na noite desta sexta-feira, 2, mudanças na Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Edílson Mendes Pereira deixa o cargo de secretário por motivos de saúde.

Assume Lineu da Silva Facundes, Economista, Historiador, Bacharel em Direito e Especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde. Lineu Facundes, ex-secretário de Saúde do município de Macapá (2001 a 2005), atualmente ocupava o cargo de secretário adjunto em Saúde da Sesa.
Assume o cargo de secretário adjunto em Saúde, o médico Ronaldo Dantas, que é pós-graduado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e mestre em Biologia das Doenças Infectuosas e Parasitárias.

Ronaldo Dantas foi diretor do Hospital da Criança e do Adolescente, secretário adjunto da Sesa, ex-secretário de Estado da Saúde e pertence ao quadro da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Atualmente, preside a Junta Médica Federal no Amapá.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Código Florestal penaliza o Amapá

Políticos e sociedade civil mobilizam-se contra novo texto do Código Florestal

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) protocolou, nesta quinta, 1º, no gabinete do relator do projeto do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB/MG), ofício reafirmando a informação da Bancada sobre a área do estado do Amapá abrangida por unidades de conservação e terras indígenas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – 76,58% das terras do estado estariam nessa condição. A deputada é contrária ao texto do Código aprovado pelo Senado e que está sob análise da Câmara.

A Bancada do Estado oficiou ao relator a reivindicação para que exclua do novo Código Florestal o parágrafo incluído pelo Senado Federal que permitirá reduzir a área de reserva legal de 80% para 50% nos estados da Amazônia com Zoneamento Ecológico-Econômico e 65% ou mais da área ocupada por terras indígenas demarcadas e unidades de conservação. A exclusão desse parágrafo também foi pedida pelo governador do Amapá Camilo Capiberibe em reunião com o relator.

Riscos – Nesta quarta, 29, a Frente Parlamentarista Ambiental promoveu encontro com o jornalista Leão Serva, que apresentou o estudo “Perdas e Ganhos do Código Florestal” e com a doutora em Geografia pela Universidade de São Paulo Regina Célia Correa de Araújo, que falou sobre os custos socioambientais do agronegócio no Brasil.

“Nossas leis ambientais estão em construção desde a década de 1930, e até agora não provocaram nenhum impedimento ao espantoso crescimento do agronegócio”, lembrou a pesquisadora. O Brasil é hoje o segundo maior exportador individual de produtos agrícolas, logo atrás dos Estados Unidos e da União Europeia. “Essa conquista não é exclusiva do setor, mas do conjunto da sociedade brasileira, que bancou com subsídios e créditos anos de pesquisa e desenvolvimento”, ressaltou a geógrafa.

A análise encabeçada pelo jornalista Leão Serva aponta pelo menos dez pontos de anistias no texto em tramitação no Congresso. Eles livram de responsabilidade quem destruiu mangues, ocupou margens de rios, encostas, nascentes e topos de morros, sempre com a justificativa de legalizar para oferecer segurança jurídica a quem trabalha no campo.

“Vai se dar bem quem até agora desrespeitou a lei. Impressiona como os parlamentares vêm ignorando completamente os alertas da Ciência e da própria natureza quando apontam a necessidade de preservação dessas regiões”, comentou ele, lembrando de tragédias recorrentes que se abatem sobre populações que vivem em áreas de risco, como as ocorridas em janeiro do ano passado no Rio de Janeiro ou as mais recentes no Acre. Evitar anistias foi uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff.

Os dois estudos estão disponível para download no link http://d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net/downloads/livreto_wwf_cod_florestal_web_1.pdf.

Mobilização – Na próxima terça, 6, haverá uma mobilização nacional denominada “Veta Dilma”, pedindo que a presidenta Dilma Rousseff vete a proposta de alteração do código caso o texto seja aprovado pela Câmara. Ocorrerão manifestações nas capitais dos estados, inclusive Macapá, no Marco Zero, às 17 horas da terça, 6, e em Brasília. A previsão é que o substitutivo do Código Florestal seja votado pela Câmara no mesmo dia.(Sizan Luis Esberci)

quinta-feira, 1 de março de 2012

Capiberibe cobra conclusão da "Mãos limpas"

Capiberibe cobra conclusão de inquérito sobre desvios de recursos no Amapá


O senador João Capiberibe (PSB-AP) cobrou, na Tribuna do Senado, nesta quarta-feira (29) a conclusão do inquérito decorrente da operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, que investigou desvio de recursos públicos destinados à Educação, no Amapá.

Desencadeada em setembro de 2010, a operação prendeu mais de 20 pessoas, entre elas o então governador do estado Pedro Paulo Dias e o ex-governador Waldez Góes, secretários de governo, secretários municipais, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, empresários e servidores públicos.

Capiberibe informou que encaminhou ao procurador geral da República, Roberto Gurgel, pedido de audiência para tratar do caso. A operação Mãos Limpas identificou um esquema de desvio das verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) que deveriam ter sido aplicadas no Amapá.

O prejuízo estimado é de R$ 1 bilhão. João Capiberibe alertou que, quase um ano e meio depois da operação, o inquérito ainda não foi concluído, ninguém foi indiciado e nenhuma denúncia foi apresentada à Justiça. Enfatizando que a impunidade contribui para "desacreditar ainda mais os valroes republicanos e democráticos", o senador defendeu que a Procuradoria Geral da República e o Superior Tribunal de Justiça prestem, com urgência, contas da operação à sociedade brasileira. - A demora, além de frustrar as aspirações da maioria dos cidadãos e das cidadãs, cria dificuldades para atuação do governo estadual em virtude de restrições impostas a diversos órgãos estaduais, particularmente no que diz respeito a obtenção de documentos apreendidos necessários à gestão - explicou o senador.

Capiberibe explicou que, na operação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em gabinetes da Assembleia Legislativa, em repartições públicas, empresas e residências, recolhendo centenas de documentos que comprovariam a existência de contratos de obras e serviços irregulares e que beneficiavam empresas previamente selecionadas. Estes documentos seguem apreendidos, sem que o novo governo do estado a eles tenha acesso, dificultando a ação das Secretarias.

Aline Guedes - Jornalista

O discurso do Senador João Capiberibe não está disponível na página do Senado Federal, completos num único arquivo, como estão os discursos feitos da Tribuna dos demais senadores. Mas está disponível para ser ouvido minuto a minuto, em outro compartimento da página do Senado Federal.

Para acessar, clique AQUI.

Nesta quinta-feira, 1º, o Senador João Capiberibe buscará esclarecer este episódio não usual nos veículos de comunicação do Senado.

Prefeito Nogueira é condenado em 1ª instância

Nogueira é condenado à perda do mandato

O prefeito Antonio Nogueira foi condenado por improbidade administrativa com a perda da função pública e suspensão dos direitos políticos pelo prazo de três anos. A sentença, publicada no Diário da Justiça Eletrônico, na terça-feira (28), foi proferida pelo juiz Nilton Bianquini Filho, da 1ª Vara Cível de Santana. Segundo a Ação Civil Pública, Nogueira editou decretos concedendo 10 placas de táxi, sem licitação, pelo prazo de 180, mas apesar do prazo haver expirado em dezembro de 2008, o serviço de táxi continuou a ser explorado, apesar da ação impetrada pelo Ministério Público.

Além da perda do mandato e da inelegibilidade por três anos, Antonio Nogueira também foi condenado a pagar multa civil correspondente a cinco remunerações atualizadas de prefeito de Santana, que será revertida aos cofres municipais. O juiz Bianquini Filho também decidiu que Antonio Nogueira está proibido de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, ainda que indiretamente, pelo prazo de três anos.

Na mesma sentença também foi condenado por improbidade administrativa Benjamim Batista Leandro, permissionário que recebeu uma das dez placas de táxi concedidas ilegalmente por Antonio Nogueira. O juiz Bianquini Filho aplicou multa a Benjamim Leandro de cinco salários mínimos, que será revertida ao erário da Prefeitura de Santana, e determinou o imediato seqüestro da placa de táxi. Pelo twitter, o prefeito Nogueira comentou que vai recorrer da sentença. (Fonte: A Gazeta)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Em defesa da verdadeira liberdade de expressão – Nezimar Borges

Por Nezimar Borges(*)

Em qualquer sociedade, a liberdade de expressão é fator indispensável para viabilizar uma verdadeira democracia, contudo não se pode em nome desta liberdade afrontar as leis constituídas, há limites, caso contrário, a democracia corre sério risco de se exaurir. Sobre isto há farta argumentação na literatura da ciência política que remete a casos ocorridos em países da América latina, inclusive o Brasil. Além do mais, há diversos meios de comunicação que lançam mão da tal “liberdade de expressão” para cometer barbárie, assim aconteceu nos golpes de estado em inúmeros países sul-americanos.

Ao se fazer uma defesa da liberdade de expressão, faz-se no sentido de repudiar a “liberdade de expressão” alardeada pelos donos dos mais poderosos meios de comunicação da América Latina, os quais, em prol de benefícios meramente pessoais, costumam aliciar a população divulgando mentiras, calúnias e injurias; falseando a realidade na criação de factóides para influenciar setores carentes de informação contra governos eleitos democraticamente.

Essa “liberdade de expressão” esteve ao lado dos golpistas de 64 no Brasil, de 73 no Chile, de 76 na Argentina, de 2002 na Venezuela e agora no Equador. Entretanto não é de hoje que concessões públicas estão nas mãos de uma pequena elite burguesa. São elitistas, lacaios e subservientes à interesses escusos, principalmente quando há efetivamente a iminência de uma democracia popular ampla divergente da democracia burguesa, por isso propalam aos quatro cantos que a tal “liberdade de expressão” está ameaçada.

Para sustentar o status quo, conciliam o útil ao agradável ao receber recursos estrangeiros em detrimento dos interesses nacionais e continuar como poder intocável; consideram-se o motor da história na “legitimação” de golpes antidemocráticos, para tanto, fazem uso distorcido da realidade quando se aproximam do senso comum, de uma maioria que não consegue distinguir da verdadeira liberdade de expressão.

Na Venezuela, em 2002, o golpe perpetrado pelos americanos com o apoio massivo dos meios de comunicação, utilizando-se da tal “liberdade de expressão”, resultou na prisão de um presidente eleito democraticamente. Agora, imagine se isso tivesse acontecido na América, um golpe gerado pelos meios de comunicação que depusesse George W. Bush, o que aconteceria aos golpistas? Nos Estados Unidos utiliza-se a pena capital para esse tipo de crime, na Venezuela, no entanto, apenas foi imposta prisão domiciliar aos golpistas.

Percebe-se com isso que políticas de cunho socialista são mais verdadeiramente democráticas, diferentes daquelas onde a elite é representada, como na Colômbia, por exemplo, onde há casos de assassinatos de jornalistas e nem por isso é motivo de repúdio na mídia brasileira ou nos Estados Unidos. Por que será?

Ora, o estado colombiano se parelha com outros de viés mais conservador, onde uma elite poderosa é quem detém o poder, diferentemente do que acontece na Bolívia, na Venezuela e mais recentemente no Equador. Neste último há um fato que se considera o divisor de águas nas relações entre o estado democrático moderno e a imprensa vendida: o maior jornal deste país, El universo, foi condenado pela justiça equatoriana com multas e prisão do dono do jornal.

O jornal acusara o presidente Rafael Correa de mandar atirar em pessoas no trágico, fatídico e incipiente golpe de estado no início de 2011 quando morreram dez pessoas. Veja, trama-se golpe de estado, sitiam o presidente eleito democraticamente e, para retomar a democracia lamentavelmente pessoas acabam sendo assassinadas. Felizmente a mentira do jornal foi desmascarada nos tribunais e o meio de comunicação foi duramente punido. Sentindo-se acuados, para onde fugiram? Miami.

Em todo caso, precisa-se diferenciar esse fato da mera crítica oposicionista. Críticas são diferentes de injúrias e difamação delituosa, sendo crime acusar sem provas um presidente democrático de tais atos de barbárie, e isso se torna uma ofensa a qualquer cidadão de bem daquele país que elegeu seu presidente.

Essa prática é costumeiramente realizada no Brasil, onde grandes jornalões estampam mentiras deslavadas, como aquela da “ficha falsa” da presidenta ou da tentativa de estupro que o ex-presidente teria cometido na prisão em 1980.

Até aqui no Amapá, os mais variados meios de comunicação estão nas mãos de “famiglias” que usam de subterfúgios na propagação de mentiras diuturnamente com a finalidade de minar o governo socialista. Neste momento, especula-se que comandados de Sarney encastelados na AL conspiram para depor o governador eleito democraticamente pelo povo. É sempre assim, essa elite não foi acostumada a se posicionar na oposição e por isso lança mão de expedientes como golpes de estado. Isso ocorrerá sempre que a tal “liberdade de expressão” ultrapassar a tênue linha que a separa da verdadeira democracia ou da liberdade de expressão responsável, sobretudo, comprometida com a verdade.


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(*)Acadêmico de jornalismo
Contacto:(96) 9147-0520 - 8135-3197
Twitter: twitter.com/@nezimarborges
Blog: nezimarborges.blogspot.com
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vasco: vice mais uma vez

Do Kibe loco

Deputado Agnaldo Balieiro na "berlinda"

"Balieiro, no Partido (PSB), não chega a ser insustentável"

Quer saber? “João Gomes já estava balançando no comando do DETRAN, desde o final do ano passado, quando não conseguiu explicar satisfatoriamente, denúncias, algumas sérias, feitas contra ele. E tanto João Gomes quanto o deputado Agnaldo Balieiro, que o indicou, sabiam que ele estava de saída”. Quem me disse isso tem amplas condições de dizer, com segurança. x.x.x.x.x Já a situação do deputado Balieiro, no Partido, não chega a ser insustentável, mas há uma quebra de confiança. Ele calou no período em que o mandato da deputada Cristina Almeida foi ameaçado. Fugiu da defesa do governo em algumas oportunidades, e acabou assinando documento sobre a saúde. Está fragilizado, mas não deve sair. Seria suicídio político, avaliam observadores. (Fonte: Correa Neto)

Família Sarney tenta tomar a CBF

Garotinho diz que Sarney faz complô contra Teixeira para Fernando assumir CBF

O deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ), ex-governador do Rio de Janeiro, revelou hoje em seu blog que o presidente do Senado, José Sarney, trama um golpe para apear Ricardo Teixeira da direção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e colocar em seu lugar, na presidência, o filho, o empresário Fernando Sarney.

Segundo Garotinho, a família Sarney está fazendo de tudo para comandar a estrutura do futebol brasileiro na Copa de 2014.

“Teixeira descobriu um complô para afastá-lo cada vez mais da presidente Dilma Rousseff. Um emissário do Palácio do Planalto disse ao capo da CBF, que o presidente do Senado, José Sarney, seu grande amigo, é que está comandando toda articulação para apeá-lo da presidência. O objetivo do político maranhense é colocar na presidência da CBF, o seu filho, Fernando Sarney, que é vice-presidente da entidade”, afirma o ex-governador.

Acompanhe, a seguir, a íntegra do artigo publicado por Anthony Garotinho em seu blog.
Família Sarney quer assumir o comando da CBF

Sarney e Ricardo Teixeira sempre foram bons amigos e aliados. 
Teixeira até nomeou Fernando Sarney (à direita) vice da CBF. 
Hoje, a família Sarney o paga com a traição

O capo da CBF confidenciou a amigos neste final de semana, que está ciente de uma traição dentro do seu grupo para isolá-lo até à renúncia da presidência da entidade. Muitos estranharam o fato de que depois de ter sido noticiada a renúncia de Teixeira, na semana antes do carnaval, ele aparentemente ter voltado atrás e permanecer no cargo. Teixeira está apenas ganhando tempo para armar um contra-golpe, que provavelmente levará a disputa pela presidência da CBF para os tribunais. Agora vocês vão entender tudo.

Além da pressão das denúncias que a cada dia o atormentam mais, Teixeira descobriu um complô para afastá-lo cada vez mais da presidente Dilma Rousseff. Um emissário do Palácio do Planalto disse ao capo da CBF, que o presidente do Senado, José Sarney, seu grande amigo, é que está comandando toda articulação para apeá-lo da presidência. O objetivo do político maranhense é colocar na presidência da CBF, o seu filho, Fernando Sarney, que é vice-presidente da entidade.

A jogada está no estatuto da CBF, que não deixa dúvidas. Quem tem direito a assumir no caso de renúncia do presidente é o vice-presidente há mais tempo no cargo e não o mais velho, como se pensava inicialmente. Isso muda tudo. O vice mais velho é José Maria Marin (flagrado pelas câmeras de TV pegando uma medalha da premiação da Copa São Paulo de Futebol de juniores deste ano e, posteriormente, guardando-o em seu bolso, o que está lhe valendo o apelido de “Zé das Medalhas”). O vice mais antigo no cargo – o que tem direito de assumir – é Fernando Sarney.

Sentindo a presença do punhal nas suas costas, cravado por seu amigo de muitos anos, Teixeira partiu para o contra-ataque e quer que sua renúncia aconteça junto com uma nova eleição, onde terá o apoio dos presidentes das federações para indicar o seu sucessor e isolar o grupo do filho do presidente do Senado, José Sarney.

O mesmo interlocutor do governo federal junto a Ricardo Teixeira o deixou ciente que sua permanência na presidência da CBF é totalmente inviável, e que a família Sarney está fazendo de tudo para comandar a estrutura do futebol brasileiro na Copa de 2014. Ou seja, a coisa é muito pior do que pensávamos, mas agora dá para compreender melhor porque Teixeira, de uma hora para a outra começou a vender todo o seu patrimônio no Brasil, transferiu mulher e filha para Miami e decidiu renunciar.

Como se vê vai ser uma troca de comando em que é difícil se saber quem é pior: se é quem entra ou quem sai.

CPI da Amprev

Assembleia Legislativa aprova criação da CPI da Amprev no Amapá

Departamento de Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Estado do Amapá
Na sessão de ontem (27), a Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) aprovou requerimento do deputado Zezé Nunes (PV) solicitando a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com a finalidade de apurar irregularidades na Amapá Previdência (Amprev).

A comissão formada por oito parlamentares, terá o prazo de funcionamento de 120 (cento e vinte) dias, podendo ser prorrogada de acordo com a artigo 37 do Regimento Interno da ALAP.

A CPI em vai investigar a utilização de recursos financeiros, assim como acompanhar as metas autorais estabelecidas no plano de investimentos de acordo com as regras previdenciárias, bem como verificação dos relatórios dos recursos e investimentos dos planos financeiros e previdenciários geridos pelo comitê da Previdência; os critérios de escolha das instituições financeiras e produtos de investimentos financeiros utilizados nas aplicações dos recursos; a motivação dá não aprovação das contas e atas pelo Conselho Gestor daquele órgão previdenciário estadual.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Promotor amigo de Waldez Góes vê irregularidades no atual governo

Promotor que defendeu idoneidade de Waldez Góes depois de duas operações da PF agora vê irregularidades no atual governo

Do Diário do Amapá
Ex-secretário da defesa social e secretário de segurança pública no governo de Waldez Góes (PDT) e também promotor de justiça do Ministério Público Estadual, Pedro Rodrigues Gonçalves Leite acaba de denunciar o governo estadual à Assembleia Legislativa (AL) por supostas irregularidades na Secretaria de Saúde do Estado.

Mesmo sem apresentar provas, Pedro Leite acusa o atual governo de irregularidades na contratação de empresas para prestação de serviços de tomografia e na execução dos recursos que compõem o fundo Estadual de Saúde.

O procurador é o mesmo que em 2007, quando estava à frente da Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Público, afirmou que a "corrupção estava sob controle no Amapá" e se colocou como testemunha da idoneidade do ex-governador Waldez Góes, preso logo depois durante a operação Mãos Limpas. "Sou testemunha viva de que o atual governador do Estado do Amapá não tem compactuado, e não se compadece de quem faz as coisas erradas", declarou Pedro Leite, durante entrevista concedida à imprensa naquela ocasião.

As declarações do representante do Ministério Público foram feitas logo após a Polícia Federal realizar no Amapá as operações Pororoca e Antídoto que investigaram e prenderam empresários, servidores públicos e até secretários de saúde do Estado, acusados de participação em uma máfia que desviava recursos exatamente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), onde hoje o promotor consegue ver irregularidades.

Fato e Motivação

Como Pedro Leite era titular da promotoria responsável por investigar possíveis irregularidades na área pública, as declarações em favor do ex-governador repercutiram na imprensa e chamaram a atenção do então deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB). O parlamentar entrou com um processo contra o promotor junto à Corregedoria Geral do Ministério Público Estadual (MPE).

O órgão abriu um procedimento interno investigativo depois transformado em sindicância. No decorrer da apuração dos fatos constatou-se na Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Público um grande atraso nos procedimentos instaurados envolvendo órgãos públicos, sem haver efetiva conclusão, ou seja, "engavetados". Além das irregularidades, a corregedoria reconheceu o forte vínculo político do promotor com o governo do PDT, que as declarações não eram condizentes com o cargo ocupado por ele no MPE e que os últimos acontecimentos no Estado demonstravam exatamente o contrário, ou seja, graves irregularidades na máquina pública, inclusive com ações propostas pelo Ministério Público Federal.

No relatório, a corregedora Estela Maria Pinheiro do Nascimento de Sá descreveu o seguinte: "Entendemos que a entrevista concedida pelo promotor de justiça sob investigação, foi inoportuna, inadequada e expôs o cargo que ocupa. Primeiro por ser Promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Cultural a quem cabe por dever do ofício investigar possíveis irregularidades na área pública estadual e municipal. A corregedora prossegue afirmando ainda que a entrevista teve conotação política "em razão do liame existente entre o promotor e o governo, pois foi secretário de Estado, em que teve que tomar muitas decisões de cunho político e esses laços não se desfaz facilmente".

Em 2008 o Conselho Superior do MPE decidiu, por maioria, homologar o relatório da Corregedora Geral e sugerir pena de advertência ao promotor que depois recorreu. Pedro Leite ocupou os dois cargos mais importantes na área da segurança pública durante a gestão do ex-governador Waldez Góes e só retornou ao MP após determinação do Conselho Nacional do Ministério Público.

Agora, pouco mais de um ano após o inicio do atual governo, já consegue identificar supostas irregularidades exatamente na gestão do governador que, em 2007, na condição de deputado estadual, fez a denúncia contra ele por agir em desacordo com o cargo que ocupa no MPE. (Domiciano Gomes - radialista/jornalista)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Bancada religiosa emperra avanços de Direitos Humanos no país

Medíocres Torquemadas

Mauricio Dias Na CartaCapital
As igrejas, sempre de costas para o futuro, continuam intolerantes às renovações. No tempo do domínio católico no Ocidente, os contestadores de falsas verdades eram atirados à fogueira, amaldiçoados pela Inquisição, que não dava trégua a supostas heresias.
Nos dias de hoje, impotentes para ditar condenações capitais, os inquisidores ordenam aos fiéis a punição de políticos que defendem propostas dissidentes à doutrina que pregam. O aborto e a defesa da homofobia são os exemplos mais gritantes. E irritantes. Em reação, eles promovem nas eleições a “queima” de votos dos hereges e, com isso, cerceiam a liberdade do eleitor e intimidam os candidatos.
Acuado
Assim agem os pregadores das igrejas evangélicas. São os novos inquisidores.
Essa réplica tardia e infeliz do Tribunal de Inquisição materializou-se no Congresso, onde foi depor o ministro Gilberto Carvalho, na terça-feira 15 de fevereiro. Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, viu-se forçado a expiar publicamente “pecados” cometidos aos olhos da poderosa bancada evangélica, transformada em braço executivo de diversas igrejas religiosas.
“O pedido de desculpas, de perdão, não foi pelas minhas palavras, e sim pelos sentimentos que provocaram”, disse o ministro.
Qual foi a heresia? Gilberto Carvalho, durante o Fórum Social Mundial, manifestou preocupação política com os evangélicos: “A oposição virou pó (…) a próxima batalha ideológica será com os conservadores evangélicos que têm uma visão de mundo controlada pelos pastores de televisão”.
Carvalho é católico fervoroso, mas também é militante político. Petista. Em razão do cargo, não foi cauteloso, embora tenha falado ingênuas obviedades. Não pregou o cerceamento de qualquer manifestação religiosa. Mas foi o suficiente para despertar a ferocidade adormecida da Frente Parlamentar Evangélica, na qual se destaca o senador capixaba Magno Malta, que, entre outras ofensas, chamou o ministro de “irresponsável”.
Um parlamentar ateu presente ao encontro fechado à imprensa descreve assim o ambiente naquele dia: “Os olhos dos senhores parlamentares disparavam chispas de fogo, ódio, raiva e intolerância diante daquele enviado do Maligno que se tornara ministro (…). O clima era pesado. Aquela reunião e a Inquisição têm tudo a ver. Tenho certeza que não exagero. O problema para eles era não poder acender a fogueira. Restavam-lhes as línguas de fogo, prontas a queimar o demônio pecador”.
Serelepe, o deputado Anthony Garotinho, ex-governador do Rio e evangélico atuante, também se destacou na ocasião. Sem sucesso, tentou forçar o ministro a assinar um documento desmentindo as declarações publicadas, mas diferentes do que falou, garantiu Gilberto Carvalho. O inquisidor fez, pelo menos, uma declaração expressiva e inteiramente adequada ao ambiente criado.
“O perdão está para a Igreja assim como a anistia está para a política”, comparou Garotinho.
Igreja e política. O desempenho de Garotinho aproximou ainda mais aquela reunião no Congresso do espírito obscurantista assumido pelos evangélicos. Nesse sentido, fazem uma repetição tardia do catolicismo primitivo.
Os votos dos evangélicos, arma que usam no processo político, talvez não sejam eleitoralmente decisivos. São muitos, é certo. O suficiente para acuar candidatos em busca de votos. Com eles acuaram Dilma e Serra, na eleição de 2010, e transformaram a competição em espetáculo para exibição de medíocres Torquemadas.

Diálogo entre o Papa e a Rainha

A incoerência da Igreja: O papa e a Rainha

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Bóris Casoy acusa governo Lula por morte de empresária criminosa

BÓRIS CASOY ACUSA GOVERNO LULA POR MORTE DE DONA DA DASLU



COMENTÁRIO do BLOGUE "Mingau de Aço": Em comentário delirante e reacionário, Bóris Casoy tenta atribuir a morte da dona da Daslu, Eliana Tranchesi, pela pressão causada pelo governo Lula para tentar abafar o escândalo do mensalão. Um comentário grotesco, que é muito diferente do que criticar o governo do PT em si.

Corrupções à parte, seja do mensalão, seja da Daslu, o comentário do jornalista é, com certeza, de muito mau gosto, de um cinismo terrível. Não é à toa: é o mesmo jornalista que falou mal dos garis.

Boris Casoy acusa governo Lula por morte de dona da Daslu

Por Kerison Lopes - Portal Vermelho

Boris Casoy em seus anos na tevê brasileira já proferiu históricas barbaridades e sandices. Porém, nessa sexta-feira (24) passou de todos os limites. O apresentador do Jornal da Band simplesmente acusou o governo Lula por ter contribuído na morte da dona da butique de luxo Daslu, Eliana Tranchesi.

A empresária morreu na madrugada desta sexta-feira (24), em São Paulo. Faleceu em função de complicações causadas por um câncer no pulmão. Em 2009, Eliana foi condenada a 94 anos e seis meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, fraude em importações e falsificação de documentos. Logo depois ela obteve o hábeas corpus e foi solta.

Inacreditável, mas na edição desta sexta-feira, o apresentador da Band, depois de relatar a prisão da empresária por contrabando, executada pela Polícia Federal, fez a seguinte acusação: “Eliana foi exposta à execração pública e humilhada, o que deve ter contribuído e muito para o câncer que a matou”.

De tão ridículas as frases pronunciadas pelo apresentador, que a cena não poderia terminar de outra forma. Casoy deu um tremendo espirro e se justificou: “É humano”. Será que nesse caso, proferir calúnias absurdas numa TV que é concessão pública é apenas um erro humano, ou precisa de uma regulamentação da comunicação para ser enquadrado como crime?

 
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