Geraldo Vandré "Pra não dizer..."

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Hormonia" em rota de colisão

Do blog NOTÍCIAS DAQUI.
Água no chope da “harmonia” No xadrex da política amapaense dois fatos recentes se interligam e colocam água no chope da "harmonia"(como é conhecido o agrupamento político em torno do governador Waldez Góes, devido ao fato de que a maior parte da imprensa silencia sobre todo e qualquer assuntoque exponha corrupção ou falta de atuação governamental). O primeiro deles foi a exoneração do bancário de carreira, José Roberto Galvão, da CAESA. O governador mandou exonerar o indicado do senador Gilvam Borges(PMDB) sem aviso prévio. Instinto de sobrevivência, já que Waldez Góes é pré-candidato ao senado nas eleições de 2010 e terá que disputar uma vaga com Gilvam. Coinscidência, ou não, logo após a demissão de José Roberto, o sistema Beija-flor de Comunicação, pertencente a família de Borges, e base de sua atuação política, começou a demitir da TV Tucuju cinegrafistas, colaboradores e apresentadores. Esse rompimento é sem dúvida um balde de água no chope da "harmonia" e suas consequências podem até ser positivas para o povo do Amapá. Ainda não há uma reação clara de Gilvam Borges, que costuma virar a artilharia de seus meios de comunicação contra seus adversários políticos, mas há uma tendência de que microfones e câmeras do conglomerado de meios de comunicação subservientes a Gilvam, venham se transformar em espaço para críticas francas e abertas ao governo, coisa a que a gestão de Waldez não está nem um pouco acostumada.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ministro do STF diz que adversários querem fulminar Capiberibe

Brasília, 26/11/2009 – Por 5 votos a 3 o Supremo Tribunal Federal rejeitou, nesta quinta, 26, a abertura do Inquérito número 2.674, contra o Senador Gilvam Borges (PMDB/AP), pelos crimes de calúnia e difamação. O pedido foi movido pelo ex-senador João Capiberibe, acusado pelo senador Gilvam de ter desviado R$ 360 milhões dos cofres do Governo do Estado do Amapá.Ministros Barbosa e Lewandowski: pedagogia (Crédito: Gil)
Depois de investigação feita pela Polícia Federal, a Justiça Federal do Amapá decidiu que a denúncia feita pelo PMDB/AP era mentirosa. “Nenhum centavo foi desviado dos cofres do Governo do Estado”, escreveu o juiz, ao inocentar Capiberibe.

Para o ministro Marco Aurélio, há uma tentativa clara dos adversários de manchar a imagem de Capiberibe junto ao eleitorado tentando afastá-lo definitivamente da política.

Calúnia – A Subprocuradora Geral da República Déborah Duprat acatou a abertura de inquérito contra o senador Gilvam Borges, mas não contra os jornalistas arrolados, já que estes não têm fôro privilegiado.
Pleno do Supremo durante sessão desta quinta-feira (Crédito: Gervásio Silva)
“Não resta dúvida que os fatos configuram figuras típicas de calúnia e difamação. A conduta, é facilmente provável, não tem nenhuma pertinência com o mandato”, afirmou Duprat. “Não há como negar que existe calúnia”, reforçou.

O ministro relator Carlos Britto negou a abertura de inquérito argumentando que a imunidade constitucional protege o senador Gilvam Borges. Não emitiu opinião acerca da existência ou não de calúnia e difamação, referindo-se ao artigo como um debate político. Foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ellen Gracie e Gilmar Mendes (presidente). Do outro lado, votaram pela abertura do inquérito os ministros Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio.

Divergências – Ainda durante a leitura do relatório, o ministro Marco Aurélio questionou a relação entre o artigo assinado por Gilvam Borges, que considerou difamatório, e o exercício do mandato de senador. Segundo Marco Aurélio, se o interesse do artigo fora a proteção ao dinheiro público, conforme alegado pela defesa, era uma ação tardia e teria, por isso, apenas o propósito de atacar a honra de Capiberibe.

“O que eu percebo é que não se contentou ele [Gilvam Borges] com a vitória judicial e, veja Vossa Excelência, encerradas as eleições em 2002, veio veicular [em 2007] o que veiculou e que diz respeito à disputa eleitoral. Onde o elo com o exercício do mandato?”

“Aliás, são três senadores pelo estado. Se, realmente, o objetivo foi a proteção do erário, né, nos teríamos aí os dois outros senadores silenciando. A meu ver, nos temos aí algo que discrepa da imunidade constitucional”, afirmou o ministro.

Lição – Para o ministro Lewandowski, a imunidade parlamentar não é absoluta. “Não constitui uma carta branca para que os parlamentares possam, impunemente, atacar a honra alheia. A meu ver, o recebimento da queixa terá um efeito pedagógico e contribuirá sobremaneira para a elevação do debate político no país. Está mais do que na hora que o debate político comece a centrar-se em torno de ideias e de programas e não de ofensas aos adversários. Então, pelo meu voto, estou recebendo a denúncia”.

O argumento foi reafirmado pelo ministro Marco Aurélio. “No parágrafo 1º [do artigo 53 da CF] há previsão de que podem ser alvo de ação penal. Há previsão segundo a qual os deputados e senadores serão submetidos a julgamento, ultrapassada a fase de recebimento da denúncia ou da queixa crime perante o Supremo Tribunal Federal. A imunidade parlamentar não é um escudo polivalente para chegar-se, até mesmo, a ofensas que nada tem a ver com o exercício do mandato”, enfatizou o ministro Marco Aurélio. “Esta imunidade, ela existe tão somente para proteger, repito, o exercício do mandato parlamentar”, arrematou.

Omisso - “Os fatos mencionados em 2007, e isso é muito sintomático, dizem respeito ao certame eleitoral de 2002. Ou seja, já aqui nós temos uma sinalização muito importante, a não ser que o senador querelado [Gilvam Borges] tenha se mostrado omisso no presente mandato e não atacou honra do querelante [João Capiberibe]: Deixou ele [Borges] transcorrer dois anos para pretender proteger o erário público, e para mim isso não transparece a verdade”, argumentou Marco Aurélio para dizer que não vê relação entre o artigo escrito por Gilvam Borges e o mandato.

“Fulminar” – “A meu ver se tem o elemento subjetivo dos crimes de difamação e calúnia, que é justamente fulminar, talvez pretendendo fulminar vez por todas, a imagem política, junto aos eleitores no estado do Amapá, do querelante [Capiberibe]”.

Marco Aurélio defendeu que a decisão do Supremo em acatar a abertura de inquérito contra Gilvam Borges deveria servir como um alerta aos demais políticos para a elevação do debate na política nacional.

“Presidente, eu vi, e fiquei muito feliz com o que ressaltou o ministro Carlos Lewandowski. Está na hora de procurarmos, neste imenso Brasil, a correção de rumos. Está na hora de se afastar do cenário a vingança pela vingança, utilizando, a meu ver, de forma deturpada, o mandato parlamentar com o objetivo único de liquidar, de imprimir uma morte civil e eleitoral ao inimigo político”, analisou o ministro Marco Aurélio, considerando emblemático o caso em julgamento.

Sizan Luis Esberci

Capiberibe e Borges no STF

Ontem no STF houve o julgamento da Queixa-Crime (Calúnia e Difamação da honra alheia) que João Capiberibe interpôs contra o senador Gilvam Borges. Este por escrever artigo em jornal local que aquele teria surrupiado, digo, subtraído, a bagatela de 360 milhões de reais na boca do caixa do BB. Um absurdo. E quem poderia prever que Antônio Toffolli poderia votar pela não aceitação da denúncia. Ficou empatado e o SUPREMO PRESIDENTE da direitona brasileira Gilmar Mendes desempatou em desfavor de Capiberibe. Borges escapou não por ser inocente, mas por ententer o SUPREMO, que ele está revestido do manto protetor da imunidade do mandato parlamentar.
E teve ministro que disse: "Adversários querem fulminar Capiberibe". Por aqui todos achamos isso.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Reviravolta na cassação de Capiberibe

Na mídia brasileira tem muita coisa importante que não vira notícia. O tema é tão vasto, que o Jornal CBN/Rio criou uma sessão, que vai ao ar as sextas-feiras, com o título “Aconteceu e não virou notícia”, uma bela sacada.

A mídia se interessa, principalmente na política, por versões.

Quem lê diariamente os jornalões sabe disso. As ilações consomem milhares de centímetros/coluna.

No gênero “aconteceu e não virou notícia”, um fato que só mereceu destaque em alguns blogs.

O julgamento da abertura de uma queixa-crime contra o senador Gilvam Borges (PMDB-AP) proposta pelo senador cassado João Capiberibe (PSB-AP). Para quem não sabe, Gilvam foi o patrono da ação de cassação do senador João Capiberibe e o principal beneficiado com a condenação do socialista pelo TSE, pois assumiu o mandato conquistado por Capiberibe, através do voto popular em 2002.

Na ação proposta por Gilvam para a cassação de Capiberibe, a peça de resistência era a denúncia do desvio de R$ 380 milhões que corria na Justiça Federal.

Antes do transito e julgado da ação na Justiça Federal, o senador Capiberibe foi cassado pelo TSE, apesar de absolvido pelo TRE do Amapá.

Muitos meses depois, a ação sobre o suposto desvio do dinheiro público foi julgada improcedente, depois de exaustiva investigação da Polícia Federal, pela Justiça Federal, sendo arquivada.

Posto isso, João Capiberibe entrou com uma queixa-crime contra Gilvam Borges no STF e com um recurso contra a cassação no mesmo tribunal.
Por Chico Bruno
A improcedência da ação de Gilvam contra Capiberibe na Justiça Federal demonstra que a cassação foi injusta.

Capiberibe tenta a reparação da injustiça no STF.

Na queixa-crime, que tem parecer da PGR pela aceitação, fazer com que Gilvam pague pelo crime praticado e no recurso que seja revista a sua cassação.

Infelizmente a mídia passa ao largo de assunto tão importante, haja vista, que pode ter havido um erro jurídico irreparável, principalmente se for levado em conta que Gilvam está usufruindo do mandato de Capiberibe há quatro anos, restando apenas um para o fim.

Esse é um fato importante da política e do ordenamento jurídico que está ocorrendo e que não virou notícia.

Corrida ao setentrião

Por Rup Silva
Alguém me confidenciou que o deputado Jorge Amanajás, presidente da Assembléia Legistiva do Estado, candidatura posta pelo PSDB, seu partido, ao governo do Estado, ainda nutre esperança de vir a ser o candidato da harmonia.

Apoia-se num acordo bolorento, acertado nas tratativa de composição da aliança ao segundo mandato do governo WG, num momento em que os ânimos estavam açodados e todo mundo já pensava lá na frente, 2010, ano da sucessão do atual governo.

Esse é o tipo de acordo difícil de se sustentar face as nuances da política. Para usar um linguajar próprio do meio, há muita água para passar sob a ponte. O certo é que o tucano Amanajas teria a promessa de suceder Waldez, não fosse por uma dessas tais nuances referidas.

A turma de Jorge reclama que teria desistido de indicar o vice-governador [leia-se Ricardo Soares] em 2006, pela promessa que seria o candidato da harmonia na sucessão de WG.

A razão, para variar, era garantir a reeleição de Sarney ameaçada vigorosamente por Cristina Almeida [PSB] e por Pedro Paulo [PP] que prometia ir ao Senado caso perdesse a indicação de vice-governador para o candidato da AL, avaliada como fatal as pretensões de reeleição do guru Sarney.

Pedro Paulo, que além do mais acabou Secretário de Estado da Saúde, trocou essa intenção para continuar na vice de WG e garantir a transição para-a Jorge suceder Waldez. Esse teria sido o entendimento. O que mudou então?

Como se sabe – e isso já falei aqui, Amanajas se traiu e se deixou flagrar torcendo pela cassação do governador, o segundo fiador mais graduado da harmonia[Sarney primeiro] nos vários processos que o levaram ao Supremo, dos quais se livrou espetaculosamente. Foi a gota d’água para cair em desgraça.

Engraçado que Pedro Paulo, vice-governador, por enquanto o preferido do grupo de poder, denuncia versão e compromisso semelhantes celebrado com WG que garantiu ser seu sucessor, hoje confirmado – ainda que provisoriamente, pelos fatos.

Ouvi isso de Pedro Paulo Dias [PP], há pelo menos três anos atrás e atribui tal certeza a sua inexperiência política. A uma certa dose de inocência presente nos políticos neófitos, que acreditam em sexo de anjos. Como se sabe é muito difícil se manter tais compromissos porque os fatos se movem.

Os interesses que influenciam um pleito desta envergadura não são fáceis dimensionar. Ao que sei, por exemplo, é que, em apoio as pretensões do presidente da AL, há forças políticas senão poderosas, cavilosas, que jogam pesado e pelo poder são capazes de tudo, todas ligadas a Sarney.

Há vários acordos fechados com Jorge Amanajas. Como o atual Prefeito Roberto Goes, os Borges e os Alcolumbres. Isso bate de frente com a disposição de WG que ainda se inclina por P.Paulo Dias, que pelo menos não torceu pela sua cassação e tem-se mantido fiel.

Pressionado ou não por essas forças políticas e por deputados que seguem sua orientação, inimigos figadais do PSB e seu líder, com quem tem flertado ultimamente, Jorge ainda espera ser ungido pelo Setentrião. Muito difícil. Trata-se, hoje, seguramente, da terceira opção de WG, com remotíssimas chances.

Por isso o puxa e encolhe com a oposição[ leia-se PSB] , que usa, como todo mundo, para melhorar seu cacife. Os socialistas sabem disso, como sabem que mais cedo ou mais tarde vai ter que tomar uma decisão para salvar seu futuro político. Os fantasmas de Fran Júnior e Lucas Barreto ainda vagam e apavoram a AL.

O certo é que na frente, com boa distância, estão, no momento, Pedro Paulo e o primo Alberto Góes [PDT], o técnico mais graduado e prestigiado do atual governo e que será o candidato do governo se WG optar, como já disse aqui, manter-se no cargo. Pode ser, também, apenas ensaio de laboratório ou pretenda, com isso, desviar atenção.

O mesmo vale para Roberto Góes, prefeito de Macapá, cujo governo acontece por obra e graça do Setentrião que infla sua bola. O problema é que o atual Prefeito não tem nenhuma aptidão pela gestão pública, sendo mais fácil encontrá-lo pelai, inclusive no exterior, que governando o Município. Um e outro, no entanto, parecem sujeitos a impedimentos da lei eleitoral.

Um interlocutor credenciado, da cozinha do Setentrião, garante que entre os políticos locais o medo de contrariar Sarney é algo doentio, como se ele [Sarney], tivesse tomado posse da alma e da vontade dessa gente.

Dá para entender o dilema de Jorge Amanajas, pela pressão que deve sofrer dos seus apoiadores, todos ligados ao forasteiro maranhense.

E disse mais meu interlocutor: sua vontade era emplacar Lucas Barreto [PTB], boa performance nas pesquisas [se corretas forem] que só não vinga porque é figura queimada no núcleo de poder do Setentrião.

Mas tudo isso pode não sobreviver o after day, principalmente pelas controvérsias que hoje abalam as bases do poder diante de tantos interesses em jogo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Deputados derrubam vetos do governador Waldez e beneficiam juventude e mototaxistas

Por Eduardo Neves

A Assembleia Legislativa do Amapá derrubou, nesta segunda-feira, 23, cinco vetos do governador Waldez a projetos aprovados pela Assembléia Legislativa. Do total, três vetos são projetos de autoria do deputado estadual Michel JK (PSDB/AP) e dois projetos de leis de autoria do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP). Um ao projeto que cria o programa de Crédito para a Juventude e outro que garante a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), na compra de motos novas em até 250 cilindradas por mototaxistas e motoboys.O projeto que institui o "Programa de Crédito para a Juventude" permite empréstimos em até R$ 8.000,00 para quem deseja iniciar ou expandir pequenos negócios, desde que tenham projetos aprovados pelo Governo do Amapá, a pessoas físicas na faixa etária de 16 a 29 anos, através da Agência de Fomento do Amapá (AFAP).

O projeto de lei aprovado por unanimidade na AL foi vetado pelo governador Waldez, por considerar contrário ao interesse público. "O jovem quer uma oportunidade e o governador diz que o projeto é contrário ao interesse público, isso não é argumento para vetar o projeto", indagou Camilo, no momento em que pedia para que os deputados rejeitassem o veto do governador.

Além disso, o governador alegou que o projeto colidia com outros já existentes do governo e citou especificamente o programa Amapá Jovem. Camilo Capiberibe disse que votou a favor do projeto do governo do estado para a juventude e o leu atentamente podendo constatar que nele não está prevista a criação de linha de crédito para os jovens.

Ao final das discussões, o veto do governador Waldez foi rejeitado por unanimidade pelos 17 deputados presentes na sessão.

MOTOTAXISTAS - O outro veto rejeitado é referente ao projeto de lei, de autoria do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), que garante a isenção do ICMS, na compra de motos novas em até 250 cilindradas por mototaxistas e motoboys.

De acordo com o projeto, os trabalhadores terão desconto em até 17% no momento da compra de motos novas. "Permite, por exemplo, o desconto de R$1.300,00 em uma moto de 125 cilidradas ou de R$ 1.700,00 em uma moto de 250 cilindradas", explicou Camilo, ao defender a derruba do veto do Governador, que considerou inconstitucional o projeto.

O deputado do PSB esclareceu ainda tratar-se de uma questão de isonomia visto que este benefício já é garantido aos taxistas. "Esperei o congresso nacional regulamentar a profissão de mototaxista para pedir pauta para votação do projeto. Se a categoria já é reconhecida como pertencente à modalidade de transporte público porque não garantir o benefício?", argumentou.

Assim como no momento da rejeição do veto ao projeto criou o "Crédito para a Juventude", que contou com a participação de estudantes e jovens nas galerias da AL, os mototaxistas presenciaram a derrubada do veto por unanimidade. O deputado agradeceu a presença do presidente do sindicato dos mototaxistas, o sr. Geraldo e também do vice-presidente Pezão. Foram 19 votos pela derrubada do veto e 05 abstenções.

"Agradeço a cada um dos deputados, que votaram contra os dois vetos. Essa vitória não é só minha, é da Assembleia e de todos", finalizou Camilo.

Legenda: Em dia histórico Assembléia Legislativa derrubou cinco vetos do governador Waldez Góes em verdadeiro ato de censura ao governo do PDT

Contato: Eduardo Neves - Assessor de Imprensa do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP) - 8117 2883.

"Temos que continuar a Luta"

"Temos que continuar a luta pela democracia"
Legenda:João Capiberibe, deputada Janete Capiberibe e Modesto da Silveira
Brasília, 24/11/2009 - A deputada federal Janete Capiberibe e o ex-senador João Capiberibe, ambos do PSB do Amapá, participaram, hoje, 24, do encerramento do 3º Seminário Latino-Americano de Anistia e Direitos Humanos - Manoel Conceição. O evento iniciou no domingo, 22, e debateu temas como a descriminalização dos movimentos sociais, pré-sal e direitos humanos, Comissão Memória e Verdade, tortura e genocídio, além das leis 8,878/1994 e 10.559/2002.

Resistência - No final da década de 60, o casal Capiberibe fazia parte do movimento estudantil e, em seguida, ingressou na Ação Libertadora Nacional - ALN - que, liderada por Carlos Marighella, esgotou todos os meios institucionais de resistência à ditadura antes de partir para a guerrilha urbana.

Capiberibe discursou enfatizando a importância da luta pela democracia e lamentou que 24 anos depois do retomada do regime democrático muitos militantes que se opuseram à ditadura ainda enfrentem restrições por causa da sua ação política. Segundo ele, "a anistia é importante por que o Estado passa a reconhecer que errou, que cometeu crimes contra a sociedade".

Reconstrução - "Foram 21 anos de ditadura que deixaram marcas profundas. Nós não vamos recuperar o estágio democrático que vivíamos lá atrás 64 sem no mínimo 50 anos de democracia. A luta política precisa continuar", reforçou Capiberibe.

O senador disse que as transições de regime no Brasil se dão por acordo das elites que representam menos de 5% dos brasileiros, o que impede mudanças radicais no sistema e permite que as mesmas oligarquias se perpetuem no poder. "Quem era um dos líderes da ditadura? José Sarney. Quem é nosso adversário hoje? José Sarney, por obra de quem nossos mandatos foram cassados em 2005", exemplificou. O deputado federal Luiz Couto (PT/PB) ressaltou a injustiça que significou a cassação dos mandatos dos dois parlamentares socialistas naquele ano "por um político que pensa que é dono do Maranhão e que quer ser dono também do Amapá".

Homenagem - Capiberibe lembrou e agradeceu a luta dos que permaneceram no Brasil enquanto muitos foram obrigados pela ditadura a deixar o país. Eles próprios deixaram o Brasil rumou ao Chile, em 1971. Citou, nominalmente, os advogados Modesto da Silveira, que presidia a mesa, e Iramaia Rodrigues, que advogaram para que a Lei da Anistia abarcasse todos os exilados políticos, em 1979.

Ao final, o ex-senador João Capiberibe e a deputada Janete Capiberibe foram cumprimentados por militantes da resistência à ditadura de todos os lugares do país.

Na segunda, a deputada Janete Capiberibe entregou a Carlos Marighella Filho a placa em homenagem ao pai Carlos Marighella pela sua mobilização em favor da democracia, representando todos os que lutaram contra a ditadura. Também foram homenageados Manoel da Conceição (camponeses), Modesto da Silveira (advogados), Raimundo Pereira (jornalistas), Honestino Guimarães (estudantes) e Santo Dias (sindicalistas e movimentos sociais).

Religião

Via Blog http://criticageralbr.blogspot.com/







Sabem porque eu não tenho religião? porque acho que todas vão contra as leis divinas e são cheias de erros.





veja a religião católica:

Queimou pessoas porque achava que eram bruxas, destruiu centenas de culturas a título de catequizar povos, lançou-se em cruzadas destruindo povos pelo seu caminho.











Apoiou durante anos regimes monstruosos como o nazismo.

















Os muçulmanos a título de uma guerra santa matam centenas de inocentes com seus carros e homens bombas. Apedrejam suas mulheres afim de puni-las por seus "erros".

























Os judeus impedem os muçulmanos de ter acesso ao produto básico da vida, a água.















Sem falar na religiões modernas dominadas por pastores que usando de engenharia social dominam milhões de pessoas a fim de enriquecer, vendendo milagres, e diante de um mundo cada vez mais hostil, de um país que muitas vezes vê seus cidadãos como potencial inimigo financeiro, as pessoas correm desesperadamente atrás de um salvador, e se entregam a estes pastores de corpo e alma e também "bolso", e assim vemos mais uma vez a religião sendo usada para dominar a turba humana e turba esta que quanto maior menos capacidade de raciocínio e analise tem.



Estes livros, bíblias, alcorões etc., até tem boas mensagens, lindas historias, mas esquecem que o mundo esta em evolução e tudo que esta nele deve, tem que evoluir.

Em minha opinião quando Deus criou as leis da natureza ele só disse uma palavra EVOLUA! e ai deu-se a partida pro big bam, para criação das galaxias, dos sistemas solares, inclusive o nosso e acidentalmente aqueles planetas que seguindo as leis divinas acidentalmente criaram condições para evolução da vida, aconteceu.

E o mundo continua evoluído, o mundo não, o universo, como pode se achar que um livro escrito a 2 mil ou 4 mil anos atras contem verdades para o mundo de hoje, se fossemos seguir a risca o que esta escrito na bíblia, nunca teríamos chegado ao espaço, não conheceríamos a teoria da evolução de Darwin, ainda estaríamos caçando bruxas e destruindo culturas, bem mas pelo menos os seguidores da bíblia evoluíram 00000,1% pôs alguns papas já pediram desculpas por atrocidades do passado, pena que os seguidores do alcorão ainda estejam fazendo atrocidades por ai.

Ai você dirá:

Depende da interpretação, fizeram, fazem, ou farão isto ou aquilo porque alguns não sabem interpretar certo os textos escritos.



Eu pergunto:

Você deixaria junto a seus filhos de 6 anos um livro que deixasse transparecer que ele poderia cortar os pulsos do irmãozinho de 2 anos pra ele parar de chorar?



Você responderia:

São crianças são diferentes!



Eu responderia:

A humanidade é uma criança, junte uma multidão, pegue um pastor ele fará com que muitas pessoas pensem estar curadas de câncer, e outras doenças.

A humanidade é uma criança que acredita nas historias contadas por pessoas que desejam o poder.

Admito que em milhões de casos pelo mundo a religião ajuda e/ou ajudou, mas o que quero dizer é que os dirigentes de religiões precisam aceitar que a religião tem erros, e estes erros só serão corrigidos quando eles aceitarem que é preciso evoluir.



Texto completo referente a foto da mulher enterrada: http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&t=2981
Postagem retida do Dicas para Blogs

No Twitter

Postando frequentemente no Twitter. Passa lá: http://twitter.com/nezimarborges

Depois de uma semana volto a atualizar o blog. Os nossos alunos já esperam nota na NET.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A luta pelo controle da OAB

Do site do Correa Neto aqui>>
Advogados que ocupam cargos na Assembléia Legislativa e na Prefeitura de Macapá foram convocados para uma reunião, na terça-feira à noite, em um prédio de propriedade do deputado Michel JK, onde foram “alertados” pelo próprio deputa do e pelo presidente da Assembléia, Jorge Amanajás, de que, na próxima eleição para a presidência da OAB/Amapá, devem votar no candidato Alessandro Brito, porque a vitória do concorrente, Ulisses Trasel, representaria “uma quebra na harmonia, e aumentaria o risco da volta do Capiberibe”, teria sido dito aos participantes do encontro. Um deles disse que havia um tom de ameaça no ar.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

STF julga nesta quinta-feira Gilvam Borges

Por Eduardo Neves

O Supremo Tribunal Federal (STF), julga nesta quinta-feira, 19, abertura do inquérito nº 2674, referente à acusação de denunciação caluniosa contra o Senador Gilvan Borges (PMDB/AP), por ter acusado levianamente o ex-governador, João Alberto Capiberibe (PSB/AP), de ter sacado R$380 milhões dos cofres do governo do Estado do Amapá, em 2002, quando deixou o governo.

A acusação foi usada pelo senador Gilvan Borges, como instrumento de difamação, injúria e calúnia, além, de ter subsidiado denúncia no processo de cassação do ex-senador Capiberibe, acusado de comprar dois votos parcelados no valor de R$26, na eleição de 2002. “Ele atribuiu a esse dinheiro, que foi usado para comprar os votos na eleição pro senado”, relatou no processo, o advogado de acusação de Capiberibe.

A mesma denúncia foi julgada pela justiça do Estado do Amapá, em 2008, quando considerou improcedente a acusação de Gilvan contra Capiberibe. Visto que os fatos não foram comprovados e o juiz inocentou o ex-senador de maneira cabal.

A decisão foi anexada ao processo que corre contra o senador Gilvan, por denunciação caluniosa e também ao recurso eleitoral que encontra-se pendente no STF e que cassou o mandato do senador João Capiberibe e da deputada federal Janete Capiberibe, por comprovar que o argumento utilizado no processo de cassação foi uma farsa.

No dia 01 de janeiro de 2008, Capiberibe entrou no STF, com o pedido de abertura de inquérito por denunciação caluniosa. O parecer do procurador geral da república é favorável a abertura de inquérito contra o senador Gilvan Borges. O relator do caso é o ministro do STF, Carlos Ayres Britto.

Além desse processo, o senador Gilvan Borges, enfrenta ainda no STF, a acusação de crime de difamação e injúria qualificada por racismo, proposta pelo jornalista, João Silva. Em parecer assinado no último dia 20 de Junho pelo ex-Procurador-Geral da República, Antonio Fernando Barros e Silva de Souza, o Ministério Público Federal deu parecer pela aceitação da denúncia.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Flamengo, alegria do povo brasileiro!

Toda segunda é assim...é só alegria!!!

domingo, 15 de novembro de 2009

O fundo do poço

– Por Rupsilva

Depois que aquele juiz relator do caso RG chamou seus colegas de mentirosos, ainda que estivessem a serviço do sistema eleitoral do Amapá para realizar seu trabalho, com a competência que fizeram – assunto do meu comentário anterior, pensou-se, sinceramente, haver chegado no limite de nossa tragédia ético e moral. No fundo do poço.

Tenho, nesses tempos de reclusão, imposta por razões de saúde, dedicado minhas reflexões para entender a alma dos políticos e dos homens públicos que comandam esse país, Lula e Sarney como exemplos maiores.

Na dialética marxista, quando se busca conhecer a alma [o modo de ser de alguém] se quer conhecer a verdade em sua essência, se deseja chegar a plena realidade. Daí que essa não é uma tarefa qualquer, ao contrário, ela é penosa e exaustiva. Mesmo assim, por dever de ofício, resolvi empreender essa viagem, que como já disse é cansativa e dolorosa.

Qualquer cidadão – independente de sua condição social e intelectual, tem um código ético moral que orienta seu comportamento no seio da comunidade onde vive. Código, em verdade, definido pela herança religiosa e cultural do seu povo, complementado pelo senso de responsabilidade social, que cada cidadão tem que ter pelo interesse comum que une todos em sociedade.

Esse sempre foi, nas antigas civilizações, um princípio fundamental, quase dogmático, balizador do caráter que deveria reger o comportamento de homens e autoridades, cujas exigências e responsabilidades são aumentadas e agravadas em razão da função social que tenha no contexto da sua sociedade.

Havia – para além da competência técnica ou de ofício, a necessidade que o agente público, objeto dessa análise, fosse um exemplo, permitisse que seus comunas nele se espelhassem por refletir a imagem da correção e probidade no exercício da função delegada, guardiã do bem público.

Esse – a bem da verdade, é um legado que ficou. Resistiu ao tempo e até se consolidou em inúmeras culturas, mais proeminente nas anglo-saxônicas, como na inglesa e na dos americanos do norte.

Por isso ainda hoje se houve falar [seguramente pela consolidação desses conceitos] do elevado nível de responsabilidade social alcançado por essas sociedades, cuja preocupação maior foi, ao longo dos tempos, distribuir com justiça a renda que resultava do trabalho de todos, para que todos pudessem atingir e viver o estado e bem-estar social desejado.

Nesses países a corrupção, a mentira, a prevaricação e outros vícios decorrentes da má formação do caráter são passíveis de severa punição pelos sistemas de controle social, por isso são mais sérios que nós.

De Gaulle, herói francês que conduziu a reconstrução do seu país no pós-guerra, há muito tínhamos um conceito nada dignificante. “ Le Brésil nest pas um pays serious”, dizia. Lembram?

Pulo o resto do Brasil, sem esquecer e excluir Lula, e faço um pit stop aqui no Amapá, onde o comportamento de seus agentes públicos [ políticos e cia] fere de morte conceitos basilares antes colocados , pois infelizmente revelam que essas exigências não fazem parte do rol de suas preocupações.

Deixa claro, também, que a opinião pública pouco conta na hora em que cometem essas atrocidades morais, acreditando obviamente na crença política de que o que vale é ganhar eleição, não importa a maneira como obter, pois o povo tem imensa dificuldade de entender fatos políticos graves que ocorrem ao seu redor.

A “desomenagem” – segundo o termo jocoso usado, pela AL do Estado, cuja honraria tinha sido consentida por unanimidade por eles, num momento de cochilo, imagino, ao excepcional companheiro PALMERIO DÓRIA, jornalista nascido as margens do Tapajós, aqui em Santarém, foi uma obra obscurantista, retrógrada, macarthista por vir em socorro de uma das figuras mais grotescas da florescente República brasileira, chamado José Sarney.

O povo não alcança o sentido intrínseco desse desatino. Disso se aproveitam para cometer suas barbaridades. Aliás a “desomenagem” é apenas uma faceta do poder deletério de Sarney sobre a honra, a liberdade e a vontade de nossos políticos.

O livro, da lavra de Palmério Dória, HONORÁVEIS BANDIDOS – Um retrato do Brasil na Era Sarney, hoje guindado ao quarto lugar entre os mais vendidos do país, desnuda com simplicidade e transparência e alguma dose de humor, os atos de um clã que ao longo desses anos tem sido – para o país Brasil, a negação daquilo que acima afirmamos.

Chega ser vergonhosa e humilhante, a forma como Sarney aciona seus cordéis e manipula políticos – alguns bem formados, economicamente independentes, em favor de seus interesses desde que aqui aportou no início da década de 90, a partir de quando paira como agente do terror, subvertendo toda a lógica política do Estado que garante ser ela [politica] o instrumento de mudanças sociais indispensáveis em qualquer sociedade democrática.

Seu poder entre os políticos chegou a tanto que o traço mais marcante de sua presença é colocar – se possível, todos eles na vala comum dos malfeitores, da subserviência e induzi-los ao comprometimento, se transformando em advogado, usando sua força imperial junto as esferas do poder superior, aquele invisível, subterrâneo que fala Dallari , controlando-os depois.

Nada sutil. Tudo às claras. Como costumo dizer: até bêbado de esquina sabe e comenta com riqueza de detalhes. Sempre que alguns deles ensaiam fugir do controle, chovem avisos ameaçadores, como vem acontecendo agora em que tenta colocar, do seu modo, a sucessão de W GOES e a eleição do senado, quando seus apadrinhados andam mal junto o eleitorado.

Enquanto isso, nenhuma obra de impacto social. Apenas megaprojetos inconclusos, que envolvem recursos volumosos. Citemos como exemplo o Aeroporto de Macapá, cujo dinheiro escafedeu-se nas mãos do empreiteiro Zuleido Veras, considerado seu amigo pessoal, até hoje sem prestar conta de seus desatinos e devolver a grana que sumiu.

Para surpresa geral a mesma obra foi liberada sem que o TCU se explique. Afinal 2010 é ano eleitoral, e ela será fundamental para subvencionar políticos malfeitores. Tudo no figurino.

O Estado, submetido ao descaso de seus amigos e aliados, desce ladeira com o seu baixíssimo nível de escolaridade, saúde e infraestrutura sanitário [apenas 3% da população servida], deficiência no sistema de água, energia elétrica insuficiente e cara, cuja concessionária foi delapidada por interesse político, falta de gestão e responsabilidade social, enfim, um rosário de desmandos que coloca, sempre que aferido, o IDH do Amapá na rabeira da fila.

Nos oito anos de governo socialista, quando firmou-se uma resistência heroica a sua tentativa de capitanear o Estado– aliás reclamada equivocadamente por Mercadante em meio ao processo de cassação dos Capiberibe, como um dos erros do senador ao negar se aliar a Sarney, a exemplo de Lula, transformado em fantoche do PMDB na sua obsessão pelo poder.

Ambos, como é domínio público, tiveram seus mandatos surrupiados graças a uma artimanha por ele engendrado junto aos tribunais de Brasília e durante esse período nada contribuiu para o Amapá.

Aliás não negou. Escutei-o dizer certa vez, que sua omissão se justificava por não pertencer ao grupo do então ex-governador, revelação grave para um ex-Presidente da República, pelo seu equívoco e por desconhecer princípios constitucionais. Como senador, a responsabilidade é com o Amapá, que lhe dera então, generosamente como gosta de dizer, dois mandatos de senador.

E até hoje Sarney como ave agourenta, assusta o Amapá, apoiado em aliados políticos e empresários interesseiros, dominando as instituições, ameaçando desafetos, jornalistas, blogueiros, disseminando o ódio, a vendeta, os maus costumes, como nunca se vira nesse Estado, nos transformando num “replicante” do Maranhão, cuja miséria e indigência social e humana repercutem Brasil afora, objeto de estudos e tratados sociológicos.

Alguém pode ter lá suas dúvidas sobre se batemos no fundo do poço. Mas como eu, há os que não as tem e relaciona as decisões esdruxulas dos tribunais eleitorais, a conduta nada dignificante de nossos políticos e a aposta no atraso social, moral, social e intelectual do Amapá, o desperdício de recursos, ao dedo de Sarney e ao Estado marginal que mantem sob seus cordéis.

sábado, 14 de novembro de 2009

Waldez no New York Times

DO SITE DO JORNALISTA ANTÔNIO CORREA NETO AQUI>>
Até que é compreensível o que setores da mídia muito bem remunerada pelo Governo do Estado fazem para atribuir ao governador Waldez Góes, uma liderança no debate sobre a preservação da Amazônia e o desenvolvimento sustentável. É compreensível, mas falsa.

O discurso do governo Waldez sobre os dois temas é oportunista é muito recente, foi adotado após terem percebido que desenvolvimento com sustentabilidade não é uma “coisa do Capiberibe”, mas uma preocupação mundial, e vem de muito longe. Enquanto não chegaram a essa conclusão, os donos do poder no Estado, trabalharam insistentemente para ridicularizar tudo o que era ligado à preservação e sustentabilidade. A remuneração pelo sequestro de carbono feito pela floresta viva, em pé, é defendida há muito tempo, reforçando a argumentação de que é possível explorar racionalmente as riquezas naturais sem colocar em risco a qualidade de vida no planeta inteiro.

As chamadas mudanças climáticas estão ocorrendo principalmente pela violação dos princípios de preservação e sustentabilidade, e o ingresso do governador do Amapá no clube dos que defende a vida, é muito importante, desde que não baseada em orientações de marqueteiros políticos, com finalidade eleitoral.

Agora o governador do Amapá está sendo chamado a responder, por escrito, a algumas perguntas do influente jornal New York Times, sobre a Amazônia. É uma oportunidade para aprender um pouco mais sobre o assunto. Isso se a vaidade deixar compreender que não se trata da prova de um prestígio internacional que nao tem, mas a consequência lógica de um fato: o jornal precisa de alguém que saiba falar sobre a Amazônia, e Waldez é governador de um Estado da região.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

PSB-AP e Fundação João Mangabeira promovem encontro de Núcleos de Base

Por Letícia Barros

O Partido Socialista Brasileiro e a Fundação João Mangabeira estarão realizando neste domingo, 15, o I Encontro Estadual dos Núcleos de Base, do qual irão participar também todos os segmentos do partido: a Juventude, o Sindicalismo Socialista, o segmento das Mulheres, o Movimento Negro e o Movimento Popular. O evento contará com a presença do Presidente do Partido Socialista Brasileiro do Amapá, João Capiberibe, Parlamentares e demais lideranças partidárias.

O PSB do Amapá vem trabalhando na organização e na capacitação de sua militância através da criação dos Núcleos de Base e para o presidente Estadual do Partido, “o crescimento do PSB nas bases tem sido muito importante em todos os momentos do partido, mas na eleição de 2008 aqui em Macapá os Núcleos de Base foram fundamentais e mostraram o quanto vale a pena dedicar-se e acreditar na força da organização do
povo “.

O I encontro estadual será realizado no clube da ASSEL, localizado na rodovia JK e tem como público especifico os coordenadores dos núcleos de base e os participantes de segmentos do partido.

Veja os temas que serão discutidos no encontro e a programação:

PROGRAMAÇÃO:

8:00 h – Credenciamento

8:30h – Abertura do Encontro

9:00h – Painel: Papel do PSB na democracia brasileira.

- Evolução eleitoral do PSB: perspectiva eleitoral para 2010

- Dep. Estadual Camilo Capiberibe

- Fraudes Eleitorais: um retrocesso na consolidação da democracia –
Advogado Juliano Del Castilo Silva.

12:30h – Almoço

14:00h – Painel: Construindo o PSB pela base

- O poder político do PSB e as experiências dos núcleos de base.

- Presidente do PSB/AP João Cpiberibe, Dep. Federal Janete Capiberibe
e Vereadora Cristina Almeida.

- 15:00h – Painel: Organização partidária: Fala dos segmentos do partido.

- Juventude

- Mulheres

- Sindical

- Movimento Negro

- Núcleos de Base

17:00h – Encerramento

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Deputada Janete Capiberibe recebe Medalha Amigo da Marinha

Texto e foto: Letícia BarrosSantana – A deputada federal Janete Capiberibe ( PSB/ AP) recebeu, na sexta, 06, a medalha Amigo da Marinha. A honraria foi concedida pela Marinha do Brasil através da Delegacia dos Portos de Santana.

A homenagem é o reconhecimento de que a deputada Janete Capiberibe é parceira da Marinha do Brasil. A socialista destinou R$ 100 mil das suas emendas individuais, em 2008, para que a Marinha reformasse as embarcações Piracu e Alvarenga, além de outras viaturas, possibilitando fiscalizar e promover a navegação segura na Amazônia.

A socialista se disse honrada ao receber a condecoração das mãos do delegado Roberto Vidal, Capitão de Corveta da Marinha. “Estou muito feliz em receber esta honraria da Marinha brasileira que tem sido grande parceira nas várias ações que desencadeamos por meio do meu mandato parlamentar. Confio na Marinha para consolidar a democracia, a soberania e o Estado brasileiro na Amazônia. Desejo sucesso nos serviços que a Marinha presta à população brasileira e amazônida”.

Dentre as ações da Marinha, a deputada destaca que a Marinha do Brasil tem o dever de fiscalizar a implantação da lei 11.970/2009, de sua autoria, que obriga instalar proteção nos eixos das embarcações com o objetivo de erradicar os acidentes com escalpelamentos, mas que a Delegacia já realiza sistematicamente ações educativas de prevenção. Outra parceria mencionada pela parlamentar é a contribuição da Marinha no Grupo de Trabalho do Ministério dos Transportes, criado a seu pedido, para elaborar uma política de incentivo e financiamento à navegação fluvial na Amazônia.

A homenagem foi criada em 1966 com o objetivo de agradecer e registrar as personalidades ou instituições que prestam apoio, direta ou indiretamente, às organizações militares em portos marítimos ou fluviais. A cerimônia de entrega é realizada todos os anos no mês de novembro, próximo ao Dia Nacional do Amigo da Marinha. Os critérios para receber o mérito são: idoneidade moral e conduta pessoal condizentes com os padres da Força, interesse pelos assuntos ligados ao Poder Marítimo e atividades destacadas na área marítima.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Caso Battisti: O outro lado

Por Nezimar Borges

Os dois lados de um fato informativo devem ser colocados à vista do leitor para este ter o conceptivo discernimento a achar conveniente com seu ponto de vista. O caso Battisti é colocado exaustivamente nos meios de comunicação e aqui irá se fazer um contraponto a outros pontos de vista, especialmente neste momento, em que Supremo Tribunal Federal,semana entrante, deverá bater o martelo sobre o caso do ex-militante político, ou como outros querem, do “bandido” Cesare Battisti.

Inocente ou culpado? Nas instancias da justiça italiana Battisti está condenado à prisão perpetua. Sem provas nos autos do processo daquele país, condenado a revelia somente por causa de uma única e exclusiva “prova”: a chamada delação premiada. Acusado por seus ex-companheiros, ativistas militantes da facção da extrema esquerda italiana da década de setenta, chamados de Proletários Armados pelo Comunismo. Battisti nega todos os quatro crimes de que é acusado o que causou sua condenação.

Porem há outros questionamentos para se fazer juízo de valor e poder-se-ia partir da premissa de que ele, de fato e com provas cabais -o que não é o caso- tenha cometido tais crimes, e fazer a pergunta que poderá ter a resposta pelo STF depois do julgamento: Crime Comum ou Crime Político?

Nem um nem outro. Trata-se somente de Perseguição Política. Pois o processo a que o condenou é eivado de ilegalidade, e não cabe a jurisdição brasileira questionar tais “erros”. Portanto citar-se-á apenas um de vários fatos que corrobora para a tese de Perseguição Política: Ao desmantelar a grupo de Battisti no final da década de setenta, a justiça italiana o condenou por fazer parte do grupo juntamente com todos os outros integrantes, a dois anos de prisão. Naquela época, de guerra fria, a Itália vivia um regime dito “democrático” de exceção. Nesse clima de terror da direita conservadora é que Battisti fugiu para a o Reino Unido, este país rejeitou pedido de extradição de Battisti feito pelas autoridades italianas.

Depois, já na França, o governo e a justiça francesa rejeitaram mais um pedido italiano de extradição. Mas doze anos depois, justamente quando o fascista e mafioso Silvio Berlusconi e o presidente Frances Jaques Chirrac, ambos da extrema direita, chegam ao poder, é que acertam a extradição de Battisti. E já anos depois já na era Mitterrand é que Battisti foge para o Brasil com a ajuda inclusive, à época, da então desconhecida modelo Carla Brunni e do serviço secreto francês.

Até então, antes da rejeição da extradição pelo Ministério da Justiça, o caso era desconhecido da camuflagem de Perseguição política. O furor que causou da decisão do ministro Tarso Genro nas autoridades italianas denuncia o caráter político do caso, tais reações é indescritível: A carta que Berlusconi mandou a Lula, “dedo em riste” desrespeitando a autoridade brasileira; o ex-presidente italiano Francisco Corsiga disse que o ministro da justiça fala “cretinices” e que o presidente da republica do Brasil é um “comunista católico”; senador direitista do congresso italiano disse “o Brasil não possui juristas, possui, sim, dançarinas”; outro, o ministro da defesa italiana esbravejou que o Brasil não poderia entrar no G8; mais, o ministro da defesa exaltou do alto de sua ideologia, que amarraria Battisti e o torturaria até a morte e que se pudesse fechava a embaixada brasileira em Roma.

Você inteligente leitor, depois da “berradeira” das autoridades italianas, presidente, ministros da defesa e ministros da justiça, senadores congressistas, deputados...acha que se trata de um simples crime comum o caso Battisti? Se mesmo os autos das condenações do ex-ativista na Itália menciona mais de quarenta vezes “politici di crimini ”.

O chiar das autoridades italianas fez com que a mídia brasileira politizasse e “escondesse” pareceres, contra a extradição do escritor, dos mais renomados juristas nacionais, casos de pessoas conceituadas por casos de defesa da sociedade como Procurador Geral Antonio Fernando, do brilhante Paulo Benavides, Celso Antonio Bandeira de melo; Dalmo Dallari entre outros.

Crime Político ou Perseguição Política? Não importa. Raras as vezes que um intelectual, como Battisti, escritor e autor de vários livros, comete crimes comuns, e quatro em série. O contrário ocorre, e freqüentemente são envolvidos pela história em processos de crimes políticos. E a própria História é rica em casos de envolvimento de grande parte da intelectualidade em questões político ideológico de esquerda, como é o caso de Battisti.

Em um país em que leis, a da Anistia, protegem criminosos políticos dos anos de chumbo, extraditar Battisti será ato selvagem, comparado à da entrega de Olga Binário por Getúlio à Hitler para ser morta em campo de concentração.

A esperança está na Lei, o qual o STF tenta usurpar poderes, em que decisões de cunho político de relações internacionais, a palavra final é do Presidente da República. “Libertà per Battisti!”.


Nezimar Borges – Tecnólogo e Professor

domingo, 8 de novembro de 2009

Flamengo vence Galo no Mineirão e está na briga pelo título

Nostalgia: O título acima é tual, já a foto abaixo é o título de Campeão Brasileiro em cima do Atlético em 80.

sábado, 7 de novembro de 2009

Palmério Dória e a esquerda amapaense lança "Honoraveis Bandidos"

DO BLO DA ALCINÉA CAVALCANTE
O lançamento de Honoráveis Bandidos

Acabo de chegar do lançamento do livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, do jornalista Palmério Dória, promovido pela Livraria Amapaense no badalado Bar da Celina.

Foi uma noite de alto astral, música e alegria, com centenas de pessoas celebrando a liberdade de expressão.
Passava pouco das 20h quando Palmério Dória chegou ao bar, já lotado, e foi recebido com demorados aplausos. Crianças, jovens, adultos e idosos estavam ali para conhecer de perto, abraçar, ganhar um autógrafo e fazer uma foto com o jornalista que teve a coragem de levantar os tapetes e mostrar toda a sujeira da família Sarney e seus aliados mais famosos.

O bar – apesar de grande – ficou lotado. Muita gente ficou em pé na calçada, no meio-fio e até na rua, mas não arredou pé enquanto não ganhou um autógrafo. Uma lua bochechuda, amarelo-ouro, parecia aprovar toda a manifestação de carinho daquele povo para com o jornalista.
Não sei quantas pessoas estiveram ali, quantos livros foram vendidos. Mas para que vocês tenham uma idéia, Palmério Dória levou cerca de três horas dando autógrafos, enquanto Chico Terra e Zé Miguel tocavam e cantavam músicas que falam de liberdade, de coragem, de esperança e de justiça.





Eis algumas fotos feitas por esta blogueira e pelo Alípio Junior

 
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