20 de abril de 2011

O “porquê” da explosão de assaltos em Macapá

Nezimar Borges(*)

O que faz se antecipar aos fatos na explicação do “boom” dos assaltos no Amapá, principalmente na capital Amapá, passa por um ano atrás quanto este “ordinário” blogueiro (parafraseando PHA), ainda morava no município de Santana. Lá fez parte do meu circulo de amizades, através de outro colega professor, um agente penitenciário do IAPEN.

Nesta roda de amizades, quando no final de semana reuníamos para uma descontração movida a rodadas de cervejas, esse nosso colega “agente” do IAPEN já naquele momento dizia que era muito fácil na penitenciaria ser subornado com finalidade para a facilitação de fugas isoladas.

Tempos depois, eu já morando em Macapá encontrei-o logo após as eleições do ano passado, salvo engano, no final de novembro e inicio de dezembro. Como sempre com o ar de sua graça reuníamos novamente antes do natal e verificamos que o “nosso” amigo agente tinha tirado a sorte grande... depois de uma, duas,...décima oitava cerveja ele nos confidenciou o que fez para ostentar toda aquela graça financeira, trocado de carro, não deixando nos compartilhar do pagamento da conta, que afinal não era tão baixa assim; celular de última geração e, depois de tanto questionamento falou:

- Bicho, a sorte grande chegou até mim naquela penitenciaria, tem fuga facilitada por até 10 contos"(dez mil)".

Diante de todos, e éramos quatro, entendemos o que o levou a tanto no quesito financeiro, onde, no entanto os menos de mil reais de salário não eram suficientes para o padrão de vida que possuía. E o que é mais estarrecedor, dizia ele que havia na penitenciaria a “máfia da fuga” onde eram cobradas propinas de diversos valores de acordo com a importância e periculosidade do preso.

Agora cá com os meus botões, sabe-se que a famigerada “harmonia” comandada por Sarney que vigorou por oito anos com seus pupilos Waldez Góes e Pedro Paulo desmantelaram o Estado, principalmente no último ano no qual se via numa caótica situação de “entregue as baratas”.

Diante disso é plausível e previsível que nos próximos meses anteriores a novembro e dezembro, que seria os de Janeiro, fevereiro e março e até abri,l aflorar a conseqüência da bandidagem política comandada por Sarney, Waldez Góes e PP qual só agora a população sente nas ruas essas ondas de assaltos que têm acontecido no Amapá.

E a população se pergunta: “mas como é que pode Macapá uma cidade tão pequena ter quase toda semana um grande assalto?”

Está aí a explicação plausível e coerente para esses acontecimentos, porque depois da prisão na Papuda em Brasília do governador Pedro Paulo, do ex-governador Waldez Góes e sua mulher Marília Góes, então era de se esperar que o Estado do Amapá ficasse a mercê, sem comando e sem rumo e isso sem duvida refletiu no descontrole que levou ao caos de instituições como o IAPEN onde nos últimos meses do ano passado houve varias fugas que todavia foram “escondidas” pela imprensa jabaseira que vivia os últimos e derradeiros dias da era “harmônica” no Amapá.


(*)Professor
Twitter: @nezimarborges
Contato: borges@unifap.br
Comentários
0 Comentários

Nenhum comentário:

Postar um comentário