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sábado, 28 de janeiro de 2012

Camilo Capiberibe e Waldez Góes n encontro da semana em Mazagão

Encontro da semana

Por Gabriel Penha via Notícias da Amazônia
Macapá (AP) - Tomara que o clima das eleições municipais deste ano seja este: de cordialidade e cavalheirismo, como na imagem acima. Na manhã do dia 23 de janeiro,segunda-feira passada, em Mazagão Velho, o governador Camilo Capiberibe (PSB) encontrou com o ex-governador Waldez Góes (PDT). Os dois visitavam as ruínas da antiga igreja, quando se encontraram, cumprimentaram-se com um cordial bom dia, partido de Camilo, e apertaram as mãos, como dois cavalheiros que são. Não houve nenhuma cena constrangedora, pelo contrário, clima de educação mútua.

Quando Waldez era governador, Camilo Capiberibe, deputado estadual, entre 2006 e 2010, fazia uma oposição, mas de maneira responsável. Testemunhei os dois últimos anos desse processo, acompanhando os discursos de Camilo – eu era assessor de Comunicação da Assembleia Legislativa. O então deputado sempre deixava claro que a intenção da oposição era mostrar onde estavam as falhas do Executivo e apontar soluções, mas sem tentar atrapalhar a governabilidade – o que seria, no mínimo, irresponsável. Entretanto, essa afronta à democracia ocorre agora, com o ataque sistemático ao governo, por setores partidarizados da imprensa e a formação de um “governo paralelo”, cuja única função é produzir um espetáculo midiático para tentar desestabilizar a atual gestão estadual – que, diga-se de passagem, conduz o processo de reconstrução de um Estado em frangalhos, fruto de uma irresponsabilidade que durou oito anos. É tentar produzir uma nuvem de fumaça para esconder os recentes escândalos que abalaram o Estado e que culminaram com a prisão do então governador, do antecessor, da ex-primeira-dama e atual deputada estadual e do atual prefeito de Macapá.

No crepúsculo do pleito eleitoral, daqui a nove meses, a iminência da explosão de uma guerra de golpes baixos, de um grupo desesperado para tentar retornar ao poder, o qual teve de deixar de forma melancólica. Só não contam com o fator evidenciado em outubro de 2010: o maior esclarecimento do eleitorado, que já aprendeu a separar o joio do trigo.

 
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