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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Prefeito Roberto Góes dá tiro no pé ao obstaculizar obras da Caesa

Por Nezimar Borges

O trabalho que o ex-deputado Rui Smith vem realizando na Companhia de Água e Esgoto do Amapá, Caesa, está se destacando notavelmente na sociedade macapaense, a mesma que nos últimos anos sofreu com resignação ao acompanhar o descaso do poder público diante da inoperância desta atividade imprescindível para a sociedade, principalmente no que diz respeito ao abastecimento de água potável. O trabalho do atual presidente da Caesa, além de gerar satisfação em quem já havia perdido a esperança de ligar a torneira e ver uma gota d’água, também anda tirando a paz da oposição. Que o diga o prefeito, responsável pelo embargo das obras da Caesa nas ruas dos bairros pobres da cidade. Decisão mais do que justificada, pois sendo este um ano eleitoral e sendo Rui Smith um dos nomes do Partido Socialista Brasileiro que poderá participar do pleito como candidato do PSB nas próximas eleições, o prefeito tem mais com o que se preocupar, pois com a água na torneira, ele é que pode entrar pelo cano.

Desta forma, as ações do prefeito reforçam a eleição de um pesebista para a Prefeitura municipal de Macapá, aliás, ratifica mais do que nunca que Governo e prefeitura devem andar juntos, o que estimula, portanto, a população macapaense a eleger um candidato afinado e aliado do governo do Estado. Com isso o munícipe terá muito a ganhar, pois as obras que estão sendo obstruídas pela prefeitura passarão a ser reiniciadas com a parceria GEA/PMM, várias delas como shopping popular, o hospital metropolitano entre outras.

Com certeza, ao paralisar as obras da Caesa, o prefeito fortalece o discurso do Governo do Estado, que o considera uma peça política que precisa ser removida para que as obras continuem a contento. E o que é mais importante, Governo e prefeitura reiteradamente deve caminhar junto em 2013. Entretanto enquanto as querelas políticas se acirram, Rui Smith vem fazendo das “tripas coração”, se empenhando ao máximo para mudar a péssima realidade da água tratada em Macapá e isso há apenas um ano à frente da companhia.

O excelente trabalho do presidente Rui Smith na Caesa o credencia para voos mais altos, sendo notabilizado pela classe política, pela imprensa, e o que mais preocupa o prefeito, é bem avaliado pela população, pois bairros que nunca haviam visto um tubo de encanação veem água jorrar da torneira de lugares esquecidos como Pantanal, Marabaixo e Renascer.

As preocupações de Roberto Góes se justificam ainda mais ao observar que Rui Smith é um nome com bom trânsito tanto dentro do PSB, do PT e do PSOL quanto de outras correntes políticas dentro da Assembleia Legislativa. Relações fortalecidas nos seus oito anos como deputado e que o apontam como uma possibilidade dentro do PSB para os embates futuros com o prefeito remanescente da extinta “harmonia”.

As ações desastradas do atual prefeito, sem mencionar as sequelas políticas de dois meses encarcerado no presídio da Polícia Federal em Brasília, o desgasta em diversas frentes políticas. Além do mais, a condição de prefeito só foi possível graças ao consórcio chamado de “harmonia” que em 2008 conseguiu, em apenas três dias, virar o resultado de uma eleição da maneira mais estranha. Desta vez, dificilmente conseguirá a mesma atmosfera daquela eleição, o que compromete sua reeleição, pois não é mais possível se repetir agora os fatos nebulosos de 2008.

Esses fatos favorecem o PSB a eleger o futuro gestor municipal, esta análise é reforçada pelo histórico das eleições em Macapá, onde a oposição era derrotada na primeira oportunidade. Assim aconteceu com João Capiberibe, João Henrique e Anibal Barcelos nas eleições de 2000; com Waldez Góes, Roberto Góes e Camilo em 2008. Hoje, em nome da transparência e do compromisso do governo, associado à força da máquina pública estadual com as inúmeras obras sendo inauguradas e com as que ainda estão em fase de finalização, faz-se necessário que a história se repita desta vez com a certeza de que o desenvolvimento de Macapá não ficará só na promessa.

O diferencial será o peso do governo do Estado, com o carisma político do governador Camilo Capiberibe, diante da possibilidade de junto com Rui Smith ser o divisor de águas na PMM em desfavor do medíocre Roberto Góes. Sendo que este último será a bola da vez a ficar no pretérito do ostracismo político em 2013, peça que cairá, para que o desenvolvimento de Macapá não fique a ver navios, ou melhor, não veja a água passar apenas no grandioso rio amazonas. Quem viver verá!


(*)Nezimar Borges
Acadêmico de Jornalismo

 
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